Mudança de ares!!!!!!

http://sydneimelo.blogspot.com/

Explicações? Lá!

Mas este endereço continuará no ar, para quem quiser ter acesso às mensagens.

FUI!



Escrito por Sydnei Melo às 02h02
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Queria demais um abraço e um perfume
O prazer do que se imagina infinito
O gosto que nos tira do bom senso
Cor de olhos de desejo
Lenha na fogueira
Com brisa da Atalaia
Som de Amélie Poulain
Sonhos sobre o futuro
Silêncio
Silêncio
Silêncio
Atitudes em silêncio
Segredo
O crepúsculo das cinco
Areia branca sob nossas cabeças
E o sono das crianças mais lindas

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É a porcaria da carência...



Escrito por Sydnei Melo às 00h20
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Diálogos de gerações sobre a instrumentalização do humor na internet

Existem coisas que ficam pra história...

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(...)

13:37 Sydnei [o pai]: ahuaahuauahuauau

  eu não consigo rir como vcs...
13:38 eu [eu mesmo, o filho]: na mão esquerda, coloque o dedo indicador no A e o dedo do meio no caps lock... na mão direita, coloca o indicador no H e o dedo do meio no U... aí vc aperta tudo de uma vez... assim... auhUAHUHUAHUhauhUHAUHUHu... se vc perceber não [há] uma lógica...
13:39 Sydnei: AHAHAHhaHAhah
  ahuAHuahuahauAHUAHuahAUh
  agora foi!!!
13:40 eu: boa, boa...
  tá certin, tá no caminho,,,
  hauHUAUhauhUHAUHuha
 Sydnei: falo filhão, até mais tarde, que Deus o abençoe e lhe traga em segurança
13:41 eu: amem pai.
 Sydnei: bjão
 eu: vc fica com Deus tb..
  mando noticias-----------------------------13:41 Sydnei: só prqa encerrarahuHuahUAHuahUAHau
 eu: ahUAHUhauHUAHuhauHAUha
13:42 Sydnei: FUI...
 eu: pai, vc é um prodigio...
  aprendeu rapidinho
  auhauhauhuhau


Escrito por Sydnei Melo às 13h03
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Do conflito de classes para o conflito de gerações

A noção de desenvolvimento sustentável é difundida na arena política na fase da hegemonia do neoliberalismo. Com a idéia de desenvolvimento sustentável a igualdade de direitos é retomada, aprofundada. Como todos são iguais perante a lei todos são igualmente responsáveis pela dilapidação e esgotamento das riquezas naturais. Mesmo que as riquezas sejam apropriadas privadamente, a Declaração Universal dos Direitos do Homem e as convenções posteriores reiteram o ideário de que todos são iguais. Cria-se o "direito ao meio ambiente saudável" na chamada esfera dos direitos difusos. Embora a apropriação seja privada pelos agentes "promotores do desenvolvimento", a responsabilidade para cuidar do bem comum para as gerações futuras é de todos.

(...)

A matriz discursiva relacionada à problemática ambiental desloca as análises da produção para o consumo e, principalmente, de conflitos e contradições de classe, para conflitos entre gerações. A geração presente deve preservar o "bem comum" da humanidade para as gerações futuras. Para as gerações futuras ou para o capital?

(...)

Os novos mecanismo, projetos, dão a sensação de "boas intenções" para o bem da humanidade. Porém é uma carta de intenções que visa à continuidade da reprodução ampliada do capital e da concentração de riqueza. Talvez possamos ver boas intenções, talvez possamos aproveitar algumas questões colocadas, para a sobrevivência da humanidade. Porém, vimos que expressões como ecologia, meio ambiente, desenvolvimento sustentável, sustentabilidade têm um elevado grau de neutralidade. Permitem ao capital, com o suposto interesse ao "bem comum", a perenidade das condições de reprodução do capital. Assim, como analisar o discurso do "bem comum" no mundo dominado pelas corporações multinacionais, pelo Fundo Monetário Internacional e outros agente similares nos quais predomina o neoliberalismo?

RODRIGUES, Arlete Moysés. "Desenvolvimento Sustentável: dos conflitos de classes para o conflito de gerações" Em: SILVA, J. B.,LIMA, L. C. DANTAS, E. W. C. Panorama da Geografia Brasileira II. pág. 107 e 111. 

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Um texto de geografia falando sobre hipocrisia discursiva.



Escrito por Sydnei Melo às 10h52
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O que não querem que ensinem às nossas crianças

Li há algumas horas um artigo da revista Época de 22 de outubro, "O que estão ensinando às nossas crianças?". A frase introdutória do artigo diz o seguinte:

Boa parte dos livros didáticos apresenta distorções ideológicas. Por que elas existem e como comprometem a educação.

O artigo trata da polêmica surgida a partir de uma "denúncia" de Ali Kamel, articulista do jornal O Globo, em relação ao livro didático de história Nova história crítica, no qual haveria uma "tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo". E na tentativa de revestir-se de uma áurea de imparcialidade e pluralidade de pensamentos, o artigo se dedica a mostrar os problemas que estes livros com forte viés ideológico [de esquerda] representam para a educação infantil: "Em um país democrático, pode-se esperar que os títulos reflitam o amplo espectro ideológico e político da sociedade. Não é o que ocorre. A maioria dos livros - em especial os de história - é simpática ao socialismo e apresenta o livre mercado como um modelo econômico gerador de desigualdade e pobreza". Dizem, inclusive que é aceitável no jogo democrático algum desequilíbrio esquerdista, porém "o dado que assusta é a quantidade de distorções que os autores fazem em nome da visão socialista".

Obviamente, não é de se esperar que revistas da grande mídia propaguem a defesa do pluralismo de idéias. O fato de exitir uma intensa monopolização da mídia brasileira (e reconheça-se isto em empresas como a própria Globo - O Globo, Época, Jornal Nacional - e a Editora Abril - Veja) já o demonstra. Basta uma simples lida nos primeiros parágrafos deste artigo para se perceber que, ao invés de "pluralidade" ou "imparcialidade", o artigo apresenta uma visão de detração de uma determinada visão de mundo que talvez (prefiro não afirmar categóricamente) seja predominante nos livros didáticos. Possivelmente este artigo poderia receber outros títulos como "Não ensinem marxismo às crianças" ou "Por que deturpam o glorioso capitalismo?".

Além disso, todos os quadros de exemplos deste artigo tratam de descrições presentes nos livros que falam de vários temas como Revolução Chinesa e Cubana, Economia Capitalista, Globalização, Reforma Agrária, Império Americano, entre outros, apresentando o que estaria escrito nos livros e "o que falta" para completar corretamente as informações, apresentando inclusive dados que, se não são totalmente contrários à determinada análise que um livro propõe (o que seria no mínimo algo bizarro), chegam ao cúmulo de também apresentar informações "distorcidas". Coloco entre aspas por que nem me dou ao "luxo" de dizer que é algo falso, mas estou longe de crer que isto seja uma verdade (como um trecho que diz: "os consumidores tem cada vez mais poder sobre as empresas, exigindo que seus direitos sejam respeitados e cumpridos", coisa que até mesmo um nota no Jornal da Globo - um melhor programa de humor do que um jornal própriamente dito - é capaz de retrucar).

Enfim, a tentativa do artigo é justamente de mostrar como haver uma didática e uma base teórica de fundo materialista-dialética para o ensino básico e médio no Brasil é algo grave, que merece ser repensado. Chega ao ponto de colocar uma citação (com a qual demonstram concordar), na qual, "segundo [Bráulio Porto de] Matos, essa educação destimula as pessoas a empreender e a buscar o lucro como prêmio pelos esforços. [Diz Matos:] 'Esses livros não vão fazer uma revolução socialista no país, mas o Brasil fica mais pobre de perspectivas', diz".

A tentativa desta última discussão é justamente de negar algo de bastante precioso a estes autores de livros didáticos, que é a sua liberdade de expressão e de uso de determinados embasamentos teóricos para a construção de sua visão historiográfica a qual desejam transmitir aos alunos. Mais do que isso, a severa crítica ao pensamento de uma "história anticapitalista" não expõe o cerne desta construção, que é tentativa de elaboração de um pensamento crítico que necessariamente deve se dar através de um antagonismo teórico frente ao estado geral de coisas.

Ainda, possivelmente esta concepção de história apresentada nestes livros didáticos não só caminha baseado em uma formulação teórica, como também (se ela realmente possui um embasamento materialista dialético) possui ligada a ela a tentativa de estabelecer uma praxis que faça o estudante lidar com sua própria realidade e se proponha a modificá-la. Porém, alguém concorda que esta práxis ainda está longe de se realizar? Se ela não ocorre, talvez estejamos diante de uma situação paradoxal: vivemos em um sistema educacional conservador e tecnicista, para simples fomento de exército de reserva e sem nenhuma perspectiva de libertação artística e intelectual, e talvez uma das últimas possibilidades existente hoje de instrumentalizar uma nova crítica social e transformadora esteja na mira de representantes dos setores privilegiados que se articulam justamente na tentativa de minar estas últimas alternativas.

Um artigo como este só demonstra a mim basicamente que: a luta de classes está mais viva do que nunca; e que a educação precisa [e deve] receber toda a atenção de nossos socialistas.



Escrito por Sydnei Melo às 23h32
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