A Vale é nossa!

Caros amigos,
À partir do dia 1º de setembro, até o dia 7, será realizado o Plebiscito Popular Nacional sobre a Reestatização da CVRD - Cia. Vale do Rio Doce - empresa nacional do ramo de minérios que foi privatizada durante o governo FHC, o que representou um duro golpe contra a soberania nacional acerca de suas riquezas naturais.
O plebiscito vêm no intuito de apoiar as ações populares que tramitam na justiça questionando a corrupta venda desta importante empresa, cujo saldo poderia ser revertido para o fomento de políticas sociais como saúde, educação, transporte, comunicação, e que hoje simplesmente serve aos lucros de acionistas internacionais.
Este evento também versa sobre outras questões importantísimas e diretamente relacionadas ao nosso cotidiano, como a Reforma da Previdência (que atenta à dignidade dos aposentados, aumentando o tempo de trabalho para se aposentar, estabelecendo idade mínima de aposentadoria, entre outras medidas); a privatização das empresas de fornecimento de energia elétrica (fazendo com que o contribuinte pague até oito vezes mais de impostos para este setor do que as grandes empresas); e o pagamento da dívida interna e externa (deixando de investir milhões de reais em políticas sociais).
É necessário que o povo brasileiro mostre sua revolta contra o avanço do neoliberalismo e a destruição e roubo de suas riquezas e seus direitos, perpetrados pelos sucessivos governos eleitos durante a década de 90 até o atual governo.
O plebiscito popular será realizado por importantes organizações e movimentos sociais, e ocorrerá em todo país. Por tanto, em qualquer lugar onde você estiver, vote, participe, reivindique seus direitos: Diga NÃO à privatização da Vale!
Defenda esta idéia, e lute por ela: A VALE É NOSSA!
www.avaleenossa.org.br
Escrito por Sydnei Melo às 12h23
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Quero ser feliz ao menos Lembra que o plano era ficarmos bem... Legião Urbana - Vento no Litoral
Pois seja talvez mais duro pensar no que "era pra ser" do que o que "é".
Mas talvez doa um pouco mais o impacto daquilo que "é".
Pois aquilo que "é" se confronta com o que "era pra ser" que, obrigatoriamente, há a necessidade de termos para ser especulado. E, talvez, possivelmente concreto.
Talvez a forma mais absoluta de aprender a superar a fronteira do novo. De superar e sofrer menos.
Superar e brindar. O suco doce dos polposos frutos do nosso andar. E dos nossos amores. Sem talvez.
Escrito por Sydnei Melo às 19h06
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Quem se lembra do Parapan?
O esporte foi, durante 15 dias do mês de julho deste ano, o cerne da identidade brasileira. A realização dos jogos Panamericanos na cidade do Rio de Janeiro, bajulada e proclamada com louvores pela imprensa nacional, e que gerou pontas de orgulho à população brasileira através das novas estrelas do esporte brasileiro, foi um dos eventos mais esperados nos últimos anos a serem realizados nestas terras, impulsionando novas campanhas de realização de eventos esportivos como a Copa do mundo (com planos para 2014) e as Olimpíadas (cogitadas para o ano de 2016). E mais do que simplesmente a realização de um evento, construiu-se na opinião pública a plena imagem de uma nação "que em muito se aproxima dos países desenvolvidos" em relação às instalações construídas e ao incentivo a novos esportes a serem exercitados.
Obviamente, foram exclusos por este período desta mesma imprensa o caos do tráfico e do Estado sobre a população pobre, como se a cidade maravilhosa estivesse realmente maravilhosa com um clima tão "pacífico" e "glorioso" advindo dos Jogos. Manifestações ocorreram durante as aberturas do evento, com a denúncia das ações policiais sobre as periferias e favelas cariocas, como no Morro do Alemão, a retirada de mendigos das ruas dos bairros mais turísticos do rio, como Copacabana (sem ao mínimo se saber para onde estes foram mandados). Além disso também o destino das obras esportivas gera discussões polêmicas. A vila panamericana, que poderia ser projetada com fins futuros de servir à população como moradias populares, está com lotes à venda por imobiliárias privadas especialmente dedicadas à venda do projeto.
Mas além disto, remeto minha análise em relação ao incentivo ao esporte, e à atuação da opinião pública, em relação a outro evento que ocorreu seguidamente: os Jogos Parapanamericanos. Este último aconteceu até domingo, e nela se constataram resultados supreendentes.
O Brasil obteve 83 medalhas de ouro, 68 de prata e 77 de bronze. Um total de 228 medalhas. Para se ter idéia da dimensão do feito brasileiro, durante o Panamericano os Estados Unidos, primeiro lugar no quadro de medalhas, obtiveram 241 medalhas, sendo 97 de ouro; o Brasil, 162.
Apesar de um feito digno de glória, a atuação da mídia brasileira foi pífia. Até mesmo a transmissão de flashs e algumas notícias sobre o que estava ocorrendo no Rio durante os dias do Parapan foi insuficiente. Não sabemos quem são os heróis do paraesporte brasileiro, não sabemos como ocorreram as competições, não sabemos nada. Sabemos algumas informações, que foram meramente lembradas nos telejornais e nos folhetins. Quem quiser saber algo, que acesse a internet.
Afinal, que contribuição traz aos brasileiros saber o que nossos atletas especiais conseguiram? Talvez isso ajude a entender um pouco a imagem sobre uma população que necessita de condições específicas para realizarem suas rotinas, vencendo as dificuldades que lhes foram colocadas no curso da vida: uma idéia de desprezo sobre os fatos, sobre a discriminação sofrida por estas pessoas, e que por alguns meros momentos é lembrada com uma reportagem de finalzinho de jornal, contando a história do João ou da Maria, seu momento de superação que vai durar aqueles minutinhos na telinha e que será esquecido pela eternidade da nação.
Um terço da população brasileira possui alguma deficiência - física, mental, entre outras. E representantes brasileiros de um terço desta população tiveram um desempenho fantástico nos Jogos Parapanamericanos do Rio de Janeiro. Até quando se fará esquecer destas pessoas? E quando o esporte será incentivado neste pais rumo a busca de progresso e igualdade social, para todos?
Escrito por Sydnei Melo às 23h07
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Era pra ser?
Estar apaixonado é uma dádiva de consequências bastante intensas. E há de se ter a cautela necessária para não fazer disto o princípio de um martírio.
É boa esta coisa de paixão. Quando a correria diária em que a gente insiste (e se obriga) a continuar se apresenta nesta forma monstruosa, cheia de minutos dentados em sua grande boca do tempo a te engolir em um piscar de olhos, e quando tudo mais parece cair num abismo de movimentos repetitivos, de horas restritas, de livros, livros e livros*, a ponto de não saber mais se o monstro da correria vai fechar seu caminho e lhe passar a perna, ou simplesmente te assustar com um urro, ou ainda lhe dizer o que afinal é o mais provável e conformista para você aceitar em sua dura rotina, a paixão te arrebata da realidade.
Você pensa. Imagina. Sonha.
É simples assim.
Mas em muito há um medo de se entregar demais. E talvez por que é justamente aquela entrega absoluta e incondicional que nos faz testemunhar a sensibilidade inimaginável em nossos próprios corpos. E quando o fazemos, sim, nós vivemos algo que não se explica. Simplesmente se vê. No rosto corado, naqueles olhos que não sabem o rumo de seus objetivos, ou na mão trêmula perante aquele papel que pode significar o grande suspiro dessa busca extasiante que você se determinou a cumprir.
Mas se a correspondência é nula, dói. Corrói. É o risco de se aventurar. Haja paciência, serenidade e um leve toque de esquecimento para não se sentir a pior pessoa do mundo. E definitivamente, não merecemos isso.
Paixão não se racionaliza. Paixão se vive. Paixão é pra ser um.
Era pra ser namorada. Era pra ser amiga. Era pra ser uma pessoa especial. E pra continuar também. Era pra ser mais perto.
Era pra ser? Não faço idéia...
Mas continuarei a brindar os nossos amores.
*A Faculdade exige muita leitura. Não que seja ruim, mas... tem hora que dá uma vontade de nada...
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O blog está com novo endereço, por tanto atualize: www.sydnei.zip.net Além disso, você pode saber quando o blog foi atualizado, utilizando o endereço www.sydnei.rssblog.zip.net .
Escrito por Sydnei Melo às 17h23
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Sobre uma consequência da necessidade

É muito difícil discutir isto em uma circunstância tão privilegiada para aqueles que se beneficiam.
As utopias não mais constituem o imaginário social. Na verdade, já há um bom tempo que estes são amargamente destruídos pela rede de instituições que regem este caos capital. Por conta, tudo agora gira em torno de um eixo de crença extremamente intenso: se é privado, é melhor.
Afinal, "quando era público, quem tava lá dentro desviava grana pra campanha política"; "se privatizar com certeza melhora"; "sempre foi privatizado, por que a gente vai reclamar agora?"; "se vendeu, já era. Não tem o que reclamar".
Me dói o coração imaginar às vezes que luto por algo que, por mais que necessário, parece tão distante... quiçá impossível. A necessidade de buscar uma utopia que questione todo este estado de coisas me leva em muitos momentos a uma série de amargas e corrosivas reflexões, que me incomodam ardentemente, e que me fazem processar perguntas como "Será que um dia chegaremos a isto?"; "Será realmente possível mudar todas as coisas?".
Ah... essa história de militante tem seus "quês" de sofrimento.
Escrito por Sydnei Melo às 17h05
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Enquanto isso, no Rio...
Este fim de semana eu fui conhecer as terras da Guanabara. Viagem que surgiu de surpresa, para mim e para a Stella. Estava para acontecer uma reunião da tese "Nós não vamos pagar nada", cujo grupo que participo assinou e ajudou a construir para intervenção no 50º Conune, em Brasília. Manteremos os coletivos nacionalmente unidos para construção da luta conjunta contra as reformas e políticas do governo que vêm sendo aplicada em favor do capital e das políticas neoliberais aplicadas a mais de uma década em nosso país.
Também participamos da reunião de organização fluminense da campanha "A Vale é nossa", que realizará um plebiscito popular sobre a anulação do leilão que determinou a privatização da Cia. Vale do Rio Doce, no governo FHC. A campanha têm se fortalecido bastante, e esperamos realizar um grande plebiscito expressando a indignação do povo brasileiro diante da venda descarada de nossas riquezas para o capital estrangeiro.
Após isso, encontrei amigos da Presbiteriana, e ficamos juntos durante o resto do fim de semana. Deu pra comer canjiquinha em festa do milho, conhecer a fabulosa Catedral Presbiteriana (1º instalada no Brasil, em 1862), e conhecer, mesmo que rapidamente, alguns locais da cidade, como as já famosas praias do Leme, Copacabana, Ipanema (realmente bonitas), a Lagoa Rodrigo de Freitas, e o Morro da Urca.
Neste ultimo, fizemos uma trilha que nos levou ao seu pico. Simplesmente havia de lá uma vista fantástica da cidade do Rio de Janeiro. Fantástica mesmo...
Sabemos de todos os problemas que esta cidade sofre. Do tráfico que alicia crianças para sua criminalidade, da polícia que mata pobres em nome de uma violência [i]legítima, do descaso do governo com toda essa gente sofrida, mas batalhadora.
Apesar de tudo isto, me alegro em saber que "o Rio de Janeiro continua lindo..." E que por isto, me inspiro e desejo que esta terra fique ainda mais bela solucionando essas desigualdade, acabando com esta opressão, com esta selvageria econômica... O Rio fica mais bonito com o socialismo.
A todos do Paga Nada, obrigado pela inspiração e pela união nesta luta fantástica e necessária que travamos. Continuemos sempre nesta marcha!
Tercio e JP, obrigado pelos simples e pelos mágicos momentos. Nossas conversas não podiam ser melhores se não ocorressem com aquela vista magnífica!
Stella, desejo imensamente que viagens como essa surjam do nada novamente, e que possamos ter apertado nosso bolso por bastante tempo para aproveitar o máximo possível! Vc é uma super companheira de viagem! É uma pessoa especialíssima!
Agora morram de inveja =D
Escrito por Sydnei Melo às 16h56
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Vamos fazer um filme?
O sistema é mau, mas minha turma é legal Viver é foda, morrer é difícil Te ver é uma necessidade Vamos fazer um filme. Legião Urbana - Vamos fazer um filme?
Cara, eu gosto da arte de atuar. Curto mais no teatro, mas os filmes, os filmes, ah, os filmes... são muito bons... Me imaginam assim?
Cara de bunda? Que nada. Andei acordando como se fosse um zumbi. Aliás, sempre acordo como se fosse um zumbi. Acho que o sistema nos deixa com essa cara. Ou nos faz assim para recorrer a nossa mão-de-obra, alienação, mais-valia, o raio que o parta. No final fica a zumbizeira indo pra frente, pra trás, pro lado... e dá um grito (de dor, de espanto, de alegria). E depois a gente reaviva... não, não é o retorno do zumbi. O café tem o poder mágico de animação. Esteja uma pedra, tome café e você voará como areia. Animo-me assim. Nova Brasil também me anima. E me animo com os outros também.
Coisas do tipo "Oi Syd!!!!!" berradas a beira da sua orelha por uma transmissão de ligação celular.
É. isso me anima.
E os abraços. Aos montes, de preferência. Amontoados por uma massa amorfa de gente.
Isso também me anima.
Também queria ver. Pra me animar tambem. Queria ver e sentir. Estava aflito, ansioso entre a esperança e o desespero. Precisava de um levante de corpo, uma rajada de cores, um sussuro, um beijo, um espetáculo cósmico. Podia estar em Ribeirão, Campinas, Aracaju... Não, Alabama, não. Aquela força batia como um murro no meio do peito, me trazia o delírio dos sonhos de madrugadas perdidas, e os desejos de ter este corpo ávido de suspiros.
Quanto a isto, não sei de mais nada. E não sei se prefiro saber mais ou não.
Isto está com cara de filme francês. Daqueles que você vê, vê, vê... e no final precisa um manual pra entender.
Se bem que... pra que entender? Este não foi um momento racional.
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Niterói amanhã.
Escrito por Sydnei Melo às 16h47
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