Valorizando...

By Adão - http://www.adaoonline.com.br/
Escrito por Sydnei Melo às 22h19
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Eu passei praticamente uma semana inteira sem escrever aqui... confesso, estava sem saco, criatividade ou capacidade para colocar alguma coisa neste espaço... As ultimas semanas tem sido bastante corridas por conta da faculdade, das provas e trabalhos, leituras... até mesmo das discussões do orkut, que costumo participar com tanto afinco, eu deixei de lado.
O semestre vai acabando e algumas preocupações vão me surgindo. Afinal, não é agora que consegui passar no concurso, terei que transferir disciplinas pro curso noturno se eu quiser realmente arrumar alguma fonte de renda, e tomar vergonha na cara para me dedicar a algum trabalho ou pesquisa que eu possa construir afim de dar entrada em algum pedido de bolsa ciêntifica.
A política anda até meio morna. A CPI das sanguessugas não é capaz de vencer a escrete canarinho no que diz respeito ao "Tema do momento". A eleição ficou praticamente pra escanteio. Os jornais só tem falado de futebol... eu particularmente só tenho falado de futebol também, o que me deixa até preocupado...
Sei que hoje não pude oferecer nada de útil neste palco. Bem... Não é todo dia que os artistas acordam dispostos. Me resta dizer que terei muita leitura, trabalhos e provas, matrícula... e um sufoco neste sábado.
E que golaço do Zidane, hein?
Escrito por Sydnei Melo às 17h43
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Inversão de Valores
http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/corrente_page.htm
A situação é tão comum que incomoda.
Vencedor do 1º Festival Livre de Animação na America Latina - com som Segue animação (é rapidinha) que mostra a inversão de valores que estamos vivendo...
De um email que recebi...
Escrito por Sydnei Melo às 10h38
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Dando um jeito...

Enquanto a desigualdade nos expropria...
http://www.fotogarrafa.com.br/fotoarquivos/200503/pD20050308%20173422%20cor.jpg
Escrito por Sydnei Melo às 12h47
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Colegas,
Demorei para aparecer, mas nesses dias eu tava meio grog pra escrever. Andei pensando em alguns assuntos, mas vou me deter neste momentos para não iniciar debates, pois na verdade não estou com cabeça para tal.
Sei que hoje eu dei alguns pulos da cadeira e só pude grita uma vez a palavra Gol!! Que joguinho danado esse... e agora a Australia que é a líder do grupo, pois tem maior saldo de gols. Domingo quero ver o que vai rolar... Ai do Parreira se ele fizer besteira nesse jogo.
O Janene foi cassado hoje. Finalmente pegaram aquele pilantra. É uma pena que um caso de corrupção com envolvimento de tantos acusados tenha tenha chutado apenas três do congresso.
Ontem fui ver "A profecia". O filme é interessante, e tomei uns sustos legais em algumas cenas. Mas pareciam coisas tão previsíveis... Na verdade, acho que não devia nem ter visto esse filme. No mesmo dia, pela manhã, eu havia reprovado no exame de moto. Estava puto. Queria distrair. No final acabei vendo um filme de suspense aterrorizante. Olha que linda distração...
O Encontro Regional de Ciências Sociais foi cancelado, por conta da greve das estaduais paulistas. Bem, posso ficar um pouco mais de tempo aqui em Ribeirão.
E neste momento estou ouvindo Los Hermanos... Mais precisamente a música "O vento":
Posso ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faz a vida é curta pra ver... Eu pensei.. que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar: Um século, um mês, três vidas e mais um passo pra trás? Por que será? ...vou pensar.
- Como pode alguém sonhar o que é impossível saber? - Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer e isso, eu vi, o vento leva! - Não sei mas sinto que é como sonhar que o esforço pra lembrar é a vontade de esquecer... e isso por que? Diz mais! Uh... se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem então o que resta é chorar e talvez, se tem que durar, vem renascido o amor bento de lágrimas. Um século, três, se as vidas atrás são parte de nós. E como será? O vento vai dizer lento o que virá, e se chover demais, a gente vai saber, claro de um trovão, se alguém depois sorrir em paz. Só de encontrar... ah!...
Nada de mais. Bjão.
Escrito por Sydnei Melo às 23h12
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O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertold Brecth
Vi umas duas vezes este texto durante esta semana... apesar de seu linguajar pesado, expressa bem um sentimento complexo advindo daqueles que fazem de tudo para transformar a política para uma forma justa... mas acaba parado na ilusão da "indepedência política" dos santos.
Escrito por Sydnei Melo às 23h23
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Você é assim?
By Adão
Escrito por Sydnei Melo às 19h03
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Obrigado
O palco envelhece. As cortinas são renovadas; os figurinos costurados; as maquiagens retocadas; os instrumentos novamente afinados; as falas retomadas; as coreografias, novamente ensaiadas... Aquele gole d'água pra melhorar a voz, um pouco de mel, uma lembrança, um beijo, o abraço, e a palavra dos atores que entrarão em cena: merda! No bom sentido...
É de forma muito feliz que afirmo que este espetáculo começa uma nova temporada. São dramas e comédias para nos fazer emocionar, nos alegrar, nos fazer realmente pensar sobre o que fazer de nossa vida. Este misto de movimentos, cliches, amigos, ciladas, piadas e outros instrumentos de surpresas, realmente nos fazem colher novas indicações artísticas, novos formatos de escrita, novas visões sobre a realidade circunscrita, e as próprias concepções que mudam dentro da própria cabeça do protagonista desta história.
É com esta visão feliz e futurista com o qual quero agradecer a todos você, que fazem parte desta vida, que na deixaram se intimidar e subiram neste palco, e continuam a fazer suas importantíssimas representações, com os quais aprendo a observar um mundo que às vezes lembra tanto uma tragédia... mas que conseguimos transformar nas mais lindas histórias de fé e luta, de amor e de esperança.
São 19 anos com os quais eu realmente agradeço a Deus por ter junto com vocês uma vida que é uma verdadeira história de cinema...
Que rufem os tambores!! Um novo espetáculo recomeça!!!
Escrito por Sydnei Melo às 19h55
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A noite dos quitutes

Pela primeira vez em mais de um ano de convivência ifchiana que eu posso dizer que me senti, realmente, um verdadeiro intelectual.
Imaginem: Diz-se por aí que a nata intelectual de nossa sociedade, com seus detalhamentos enriquecidos de muito glamour e arte, costuma ser muito refinada com determinados aspectos de sua vida social. Entre suas estupendas bibliotecas, seu léxico assaz fabuloso¹ e seus magníficos debates teóricos acerca da ignorância alheia, convém reparar a beleza, o charme e a elegância que refinam o paladar destes notáveis, advindo da mais pomposa gastronomia.
Era isto um presente que se punha a mesa da tradicional biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, em um quartinho reservado. A mesa era interessante: Havia uma espécie de "tacinha" bem refinada, feita de casquinha, como aquela que encontramos nas sorveterias, onde podiamos colocar uma deliciosa espécie de molho, realmente suculento. Além disso, torradinhas com queijo fresco e um molho de pimentão levemente adocicado, pequenos croissants com algum recheio de peixe, muito saboroso por sinal, e uma outra torrada com um outro tipo de queijo, que talvez não tenha sido a melhor escolha do caro gourmet terceirizado. Também havia um ponche, amarelado, creio que de Maracujá, e refrigerante. Da ultima vez que peguei o copo de Coca-Cola, o garçom assim falou: "Este é o original". É que pela primeira vez, naquele momento, eu tomava um refrigerante vindo diretamente da garrafa, e não de uma jarra de vidro.
Mas o que haveria motivado tamanha elegância em nosso instituto, visto a célebre fama do insituto de possuir alunos "porcos, sujos e comunistas" baseado principalmente no senso comum leviano e medíocre dos direitistas conservadores e reacionários presentes nesta instituição universitária? Pois bem, encontrava-se naquele recinto nada mais, nada menos, que o reitor de nossa universidade. Eu não sabia quais eram seus motivos; também não sabia quais eram suas intenções; Mas sabia o que os estudantes, futuros intelectuais de nossa nata universitária, queriam: como representantes de uma ala progressista, preocupada com a expansão dos horizontes intelectuais de nossa sociedade, tais discentes colocaram-se em ação ao estenderem um cartaz no qual encontravam-se as seguintes palavras: "Abaixo a repressão da reitoria!!" Tal indicação momentânea merece algumas considerações.
No dia anterior, 30 de maio, foi organizado um ato na presente reitoria da Universidade Estadual de Campinas. A universidade possui segurança terceirizada. Os estudantes queriam participar e reivindicar posições diante do Conselho Universitário (Consu), mas em nenhum momento o Espaço tornou-se democrático para tal feito. Como não conseguiam acessar ao espaço, e visto que chegava o carro com o que seria oferecido no almoço (muito diferente do que se serve no célebre Bandex), estudantes cercaram o carro, e outros impediram o acesso pelas escadas. Cansadas de tanto incômodo e baderna oriundas destes "ignorantes e vagabundos que não faziam nada de suas vidas", as autoridades desta universidade permitiram que a segurança privada utilizasse de sua força repressiva para "acalmar os ânimos exaltados" deste exímios revolucionários. Estudantes ficaram machucados, e outros correm risco de serem processados e até jubilados da universidade.
Além disso, os investimentos que são destinados aos cofres ifchianos são bastante escassos perto de outros institutos desta universidade. Bem como a contratação de professores, a criação do curso de história noturno e o retorno de disciplinas que foram retiradas da obrigatoriedade e a reserva de vagas nos estudos de linguas estrangeiras, que tornaram-se reivindicações patentes do movimento de funcionários e estudantes, mas que continua inaudível aos ouvidos dos intelectuais e refinados diretores de nosso instituto e também de nosso reitor.
Voltando aos quitutes, foram saudados pelos alunos alguns brindes como "um viva à falta de professores no IFCH", ou "um viva à repressão aos estudantes", entre outras cenas cômicas que só ficariam bem ilustradas através de observação presente daqueles que lêem esse texto. Enquanto isso, o nosso reitor, como pessoa ilustre, mantinha-se no possível e auto de sua elegância amedrontada, como se nada de anormal naquele momento estivesse acontecendo. Pobre reitor... percebeu que os estudantes não estão simplesmente brincando de "mudança"...
E esperamos que, da mesma forma como foi servida esta distinta e cara mesa culinária, possamos ver investimentos que alimentem e reforcem a qualidade de nossos cursos, do salário de nossos professores, do currículo que comporá a formação de nossos sábios ifchianos, das bolsas de monitorias extintas com a outroga da disciplina HZ100, entre outros.
Nós somos jovens em fase de crescimento. Não adianta para nós apenas uns beliscos. Queremos um almoço completo, e com sobremesa.
E se possível, caras autoridades do IFCH, tenham a gentilieza de oferecer semelhante degustação para nossos estudantes de maneira aberta, seja nos núcleos, nas reuniões do CA, enquanto trabalhamos arduamente no CPD, etc. De preferência, se me encontrarem, levem aquela casquinha com aquele molho. Realmente aquilo estava divino...
¹ Vocabulário enriquecido.
Escrito por Sydnei Melo às 00h33
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