Retrato sobre a hipocrisia da classe média

Classe Média - Max Gonzaga e Banda Marginal

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mais eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no “jardins”
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida

O clipe em http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs



Escrito por Sydnei Melo às 23h42
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X-Men e o debate da diferença

Colegas, hoje quero iniciar a semana no blog colocando um artigo da Folha On-line sobre os X-men e o ultimo filme da saga, lançado recentemente.

Mais interessante não foi apenas a descrição do filme, mas a própria apresentação de um roteiro que explicíta uma discussão bastante interessante sobre o direito de ser diferente na sociedade em que se vive. A ficção, muito bem elaborada por sinal, pode ajudar a colocar em debate muitas idéias acerca do preconceito e das distinções entre as pessoas que estão ao nosso redor.

Sem mais, até.


"X-Men 3" promete dividir apaixonados pela saga dos quadrinhos

É bem provável que uma grande parte dos admiradores da série "X-Men", que trouxe para o cinema a saga dos mutantes dos quadrinhos criada em 1963 por Stan Lee, fique decepcionada com o destino de alguns personagens no episódio final, que estréia nesta sexta-feira (26) nos cinemas brasileiros.

Não, o filme não é ruim. Acontece que, quando se trata de histórias de super-heróis (ou mesmo de super-vilões), o debate ocorre no campo das paixões, e alguns fãs mais exaltados poderão ficar desapontados com o destino daqueles que podem vir a ser seus alter-egos, já que diversos heróis e vilões morrem.

"X-Men - o Confronto Final" (ou "X-Men 3", como vem sendo chamado informalmente), como o nome diz, coloca o time de mutantes em uma batalha decisiva contra os seres humanos. Tudo porque o pai do Anjo (Ben Foster) desenvolve uma arma química para "curar" seu filho --e, por conseqüência, todos os outros mutantes-- daquilo que a humanidade toda considera ser uma doença.

Anjo, um dos mutantes clássicos que aparecem em "X-Men 3"
Anjo, um dos mutantes clássicos que aparecem em "X-Men 3"
Este é o grande debate que o longa propõe, pois a decisão pela cura coloca os mutantes em conflito, já que alguns, como a Vampira (Anna Paquin), em crise por não poder tocar/beijar/transar com seu namorado Homem de Gelo (Shawn Ashmore), passa a acreditar que essa é a solução para seu problema.

Enquanto isso, Tempestade (Halle Berry), Magneto (Ian McKellen), Mística (Rebecca Romijn) e Pyro (Aaron Stanford) acham a idéia da cura absurda, pois não consideram sua mutação uma doença.

Aqui entra a polêmica, afinal, o enredo coloca em xeque o direito à diferença. Halle Berry e Hugh Jackman (o Wolverine) já disseram que, em sua interpretação, o mutante seria o estrangeiro. "Ao viver nos Estados Unidos como uma mulher negra, tive de me sujeitar a regras que fazem os imigrantes se sentirem como vítimas. Nem sempre apóio o meu governo", declarou a atriz, que também relatou dramas psicológicos vividos em sua infância.

"É um assunto contra o qual tive de lutar a vida toda. Quando era criança, acreditava que se mudasse a mim mesma, minha vida seria melhor. À medida que crescia, percebi que isso era uma grande bobagem", revelou.

Na verdade, além das diferenças sociais dos mutantes (a maioria deles, recrutados por Magneto para a batalha contra os humanos, é criminosa ou vive no submundo), seu maior problema é o fato de serem biologicamente diferentes, o que põe em voga questões de raça e sexualidade.

Divulgação
Mística (Rebecca Romijn) sofrerá sua mais dramática transformação
Mística (Rebecca Romijn) sofrerá sua mais dramática transformação
Ian McKellen, o Magneto, homossexual assumido e um dos maiores atores ingleses, considera a premissa da "cura" absurda. "É um aberração. Como seria se uma pessoa me dissesse que eu tenho de curar a minha sexualidade, ou se alguém dissesse aos negros que eles poderiam tomar uma pílula que iria 'curá-los' do fato de serem negros?"

Muitos mutantes dos quadrinhos foram deixados de fora desta trilogia, como Gambit. Mas um dos X-Men "clássicos", como chamam os mais aficcionados, tem papel de destaque. Trata-se do intelectual Fera (Kelsey Grammer), cuja aparência pouco humana coloca-o em conflito quanto à cura. "Ao contrário dos outros X-Men, sua mutação não é escondida. Mas ele percebe que ser comum não é seu destino", declara Grammer.

Fênix Negra

Paralelamente ao debate político-social, desenvolve-se uma trama mais próxima à dos quadrinhos: o ressurgimento de Jean Grey (Famke Janssen) sob a forma da Fênix Negra. Depois de ser engolida pelas águas do lago Alkali, a doutora reaparece e, então, revela-se uma faceta de sua personalidade completamente aterrorizante.

"Fomos inspirados por uma trama específica dos quadrinhos que nunca havia sido feita antes: transformar um herói em vilão", destaca o roteirista Simon Kinberg. Já a atriz Famke Janssen diz que a mudança era "esperada pelos fãs do quadrinhos" e "chocará as platéias do filme".

Famke Janssen ressurge como a ambígua Fênix Negra
Famke Janssen ressurge como a ambígua Fênix Negra

A história de "X-Men 3" pode não retratar com fidelidade o que foi para os quadrinhos em 30 anos de existência. Também haverá quem considere que a escolha dos personagens pode ter privilegiado esse ou aquele mutante, mas há, pelo menos, três méritos nessa trilogia cinematográfica.

O primeiro é o fato de ter reunido o mesmo elenco, o que garantiu a integridade das seqüências. Em segundo lugar, a uniformidade do roteiro também foi mantida, apesar de os dois primeiros filmes terem sido dirigidos por Brian Singer e, este último, por Brett Ratner, que, em momentos pontuais, faz concessões ao moralismo hollywoodiano.

O outro mérito é o fato de que a trilogia de "X-Men" pode despertar nos não-iniciados a curiosidade por uma das histórias mais interessantes, pluralistas e criativas da história da indústria dos quadrinhos, pois sua essência foi conservada.

Por fim e por último: não banque o apressado e espere os créditos do filme. Há uma cena extra que conclui muita coisa.

 

 

James Cimino

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u60693.shtml



Escrito por Sydnei Melo às 11h10
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Post futil (Homenagem a Laís Medeiros)

Muita felicidade nesta casa!! Muita mesmo!!!

Devido a uma contusão ocorrida de ultima hora com o atacante Didier Drogba, fui convocado para defender a seleção da Costa do Marfim na Copa da Alemanha. Estou muito feliz, apesar da infelicidade do Didier ter se contundido.

A coisa é tão moderna e inteligente que as próprias figurinhas do Album da Copa já estão atualizadas:

Amanha eu pego o avião até a cidade de Bonn, onde a seleção está hospedada!

Torçam por mim, para que eu possa trazer alegria aos nosso irmãos africanos!

Até!

http://www.mypanini.com/MyPanini_wc.asp?lang=pt



Escrito por Sydnei Melo às 23h40
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Enquanto isso, em Sampa...

By Laerte



Escrito por Sydnei Melo às 16h12
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     Nova semana, e algumas coisas acontecendo por aqui...

     Inicialmente, creio que teremos paralisação na quinta-feira aqui na Unicamp. A categoria de professores está fazendo sua tradicional e anual discussão sobre o reajuste salarial, e diz-se por aqui que o dia 25 foi tirado para manifestar as reivindicações. Aqui no IFCH tradicionalmente (afinal, é reconhecido como instituto engajado... seria estranho se não fosse) se apóia os projetos e os trabalho políticos voltados a este assunto. E sinceramenteespero que as reivindicações possam dar certo.

     Não apenas os professores, como também os funcionário, estão também realizando a sua luta. Até já chegaram a serem reprimidos por conta disso. Os terceirizados da Sintusp, semana passada, em manifestação contra a diminuição de seus salários e demissão em massa prestes a ser realizada pela empresa União, chegou a a sofrer ataques, literalmente, do sindicalistas ligados à Força Sindical, que de certa forma coopera com a empresa união e com a Retoria da USP. Hoje na aula foi passado um abaixo-assinado em apoio aos terceirizados, e esperamos que eles tenham vitórias e a realização de suas reivindicações.

     Também nesta semana estou me preparando para mais um prova: a 2° fase do Concurso da Unicamp, para o qual eu passei. As questões de matemática ja estão no meu cotidiano semanal, e me dedico a elas, ainda em meio às leituras de Weber e de Marx que merecem minha atenção essa semana. Hoje a aula até acabou mais cedo, e pude com tranquilidade jogar um pouco de papo fora e tomar café-com-leite na cantina do IMECC com a Renata, a Thaís e a Gabi. Posteriormente, vim ver meus emails e atualizar este palquinho aqui...

     Prometo que logo, logo, tento escrever alguma coisa mais filosófica do que as constantes análises políticas que tenho feito sempre aqui... às vezes cansa, não acha? Pois bem... se bem que tava pensando justamente agora sobre os que se declaram apolíticos. Ainda escrevo algo sobre isso. 

     Hoje não falo muito... só pra dar um alô...

     ALÔ!!!!!!


"O pôr-do-sol vai renovar, brilhar de novo seu sorriso, e libertar da areia preta e do arco-íris cor de sangue".

Continuem pensado nessa frase..



Escrito por Sydnei Melo às 16h27
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Virada cultural termina com protesto de Luiz Melodia

A 2ª Virada Cultural de São Paulo terminou neste domingo com uma apresentação do músico Luiz Melodia, 55. Durante o show, ele fez diversas intervenções criticando a segurança pública no Estado de São Paulo.

Já no início da apresentação, Melodia tocou no assunto. "São Paulo não pode parar por qualquer guerrinha", disse o cantor carioca, aplaudido pelo público.

Pouco antes do final do show, o músico constrangeu personalidades públicas presentes, entre elas o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ao afirmar: "Governador, presta atenção, porra". Ele se referia à atuação de Cláudio Lembo na administração da crise na segurança após os ataques atribuídos ao PCC (Primeiro Comando da Capital) iniciados no último dia 12. Diante da afirmação, o público aplaudiu novamente, mas houve nítido constrangimento entre as autoridades convidadas.

Melodia fez um show de uma hora e 20 minutos em um palco armado ao lado do museu do Ipiranga e não poupou discursos sobre os últimos acontecimentos na cidade e no Estado. Segundo a PM cerca de seis mil pessoas assistiram ao show. A apresentação prevista para as 18h atrasou 50 minutos, o que gerou vaias antes da chegada do cantor.

Vestido de branco, Melodia ofereceu a nona, de 15 músicas da noite (Magrelinha) à cidade de São Paulo. Um dos trechos da musica diz: "O pôr-do-sol vai renovar, brilhar de novo seu sorriso, e libertar da areia preta e do arco-íris cor de sangue".

Ouviram as criticas do cantor o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o ex-prefeito José Serra, o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, entre outros.

Antes do show de Melodia, tocou o grupo de percussão Maracatú Ile Afafia. Segundo a Guarda Civil Metropolitana, não houve ocorrências durante o show. A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que não registrou ocorrências graves ao longo do evento, que começou ontem às 18h.

 

Diógenes Muniz, Folha on-line / http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u121830.shtml



Escrito por Sydnei Melo às 00h09
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Opiniões sobre o caos

     Colegas,

     A semana foi de muito reboliço no cotidiano paulista. Medo, crimes, caos na imprensa, nas instituições e nas grandes periferias de nossas cidades. Nunca se viu tamanho susto e barbaridade vinda das conspirações do crime organizado. A única coisa que podíamos sentir neste momento que passou era dó de nossos trabalhadores que representam a força policial do Estado.

     Não apenas, me detive esta semana em ferrenhos debates ideológicos por conta de toda a balburdia destes dias. O que é direitos humanos? O que eé a criminalidade? O que faz o Estado? Tudo isso incrementou de certa forma determinadas discussões realizadas acerca do assunto. Tentarei expor minimamente algumas impressões que tive e ainda tenho deste período de "guerra urbana".

     É notório o poder que se desenvolve hoje no seio da criminalidade. Não se trata de meros bandidos, mas do que poderíamos considerar como uma verdadeira máfia. As explosões nas rebeliões do Estado de São Paulo e os assaltos às bases policiais demonstraram a força que o crime organizado alcançou no decorrer dos ultimos anos, numa clara exposição de poder e ousadia. É muito estranho tal princípio, mas é possível declarar que isto não é apenas uma revolta de bandidos, mas a disputa de dois poderes: o poder constitucional do Estado e o poder paralelo do crime, cada um com suas leis, cada um com seu código de ética, cada um com seus cooptados e cooptadores. E se não há percepção de tal dilema, tende-se a cair no triste discurso fascista que ouvi nos ultimos dias: "1 policial, 3 bandidos mortos"; "Direitos humanos para humanos direitos"; "reação imediata e absoluta"... É preciso reconhecer as coisas além disso: a tendência de achar que bandidos e presos são meros "revoltados que não quiseram ser homens bons" leva a constituição de um ideário autoritário, que não abrange a discussão da violência para suas principais raízes, a educação, a saúde e a infra-estrutura, enfim, a dignidade do ser humano, todas extremamente escassas e invisíveis para toda a população brasileira. Se todas essas revoltas aconteceram, há de se reconhecer o uso deste infelizes títeres, presos que não possuem nenhuma condição de ressocialização nem de dignidade ou salubridade enquanto são presos, cooptados pelo crime organizado, de poderosos e mafiosos, burgueses mafiosos, servindo como imagem da decepção de nossas políticas públicas e da inércia catastrófica de nossos governantes perante tal realidade.

     Mas aí se pergunta: como combater o levante na hora? Porque não é possível apenas discutir as raízes sendo que naquele momento o levante está acontecendo e está ameaçando a polícia e a população (principalmente a polícia, os principais alvos). Foi declarado que o governo realizou acordos com o PCC (algo abominável), além da recusa do governo paulista às forças especiais da polícia federal. É incrível como em casos de urgência a política eleitoral ainda faz presença. Uma faca de dois gumes foi colocada: Dizer que tudo estava sobre controle e transmitir a imagem da reponsabilidade à população (sem ferir, assim, a campanha do ex-governador Alckmin) ou permitir a presença e ajuda da polícia federal (elevando a moral de Lula). Por mais que representasse um adendo ao adversário político, foi de muita irresponsabilidade a atitude de Claudio Lembo frente ao caos instalado na segurança pública, algo totalmente revoltante. Mas como o que rege a política é ideologia e interesses, a frieza que tenho construído quanto à política já não me deixa mais tão indignado.

     Se não bastasse, após o fim das rebeliões e a continuidade de alguns atentados, a reação policial vêm à carater. Triste caráter. Desde quarta já passam de 90 o numero de suspeitos (isso mesmo, suspeitos) mortos pela repressão, sendo que mais de 40 destes ainda não possuem identificação. De tempos imemoriais é conhecida a covardia de repressões policiais que levaram a chacinas, mortes e prisões absurdas, principalmente em favelas, com grande parte de negros, principalmente, mortos pelos homens de farda. O risco que se corre agora, de forma muito grave, é de repressão nas favelas, na periferia das grandes cidades, com prejuízo principalmente para a população carente e pobre, não envolvida em toda esta balburdia.

     Caímos em uma armadilha sem saída: Os bandidos (brinquedos do grande crime organizado, poderoso e mafioso) atacam as forças policiais (que se lembre, trabalhadores também), civis, entre outros; e a polícia ataca suspeitos, procura bandidos através da construção de estereótipos, sofrendo mais com isso a população favelada, pobre, negra, etc... A situação é infeliz, complexa, chata, irritante.

      No próximos dias quero prestar muita atenção à toda a situação que poderá se construir nesta promíscua realidade. Poderemos continuar nos indignando com tamanha falta de responsabilidade dos governantes, oscilando em medo, dos bandidos do crime organizado ao retorno do "Esquadrão da morte"...

     Paz a todos. Sinceramente.   



Escrito por Sydnei Melo às 22h41
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Carta ao Crime - Relato de um jovem paulistana

São Paulo, 15 de maio de 2006.

Senhor Crime,

Tenho a audácia de escrever-lhe para demonstrar toda a minha indignação por seu sucesso. De uns dias para cá venho observando com muita cautela toda a sua obra sobre minha cidade e é imprescindível falar-lhe que o seu desempenho tem causado medo a toda população, mas com sua experiência creio que não seja necessário lembrar-lhe disso. Sabe muito bem do tamanho de sua competência. Eu sou quem não a conhecia, nem também a falta de controle qual a polícia apresenta agora.

Com extrema vergonha pelo mau desempenho de meus representantes políticos, que em meados de uma guerra civil comportam-se como garotos de cinco anos de idade ao fazerem algo errado, onde sua especialidade é repassar a culpa e não se preocupar com os reparos aos danos cometidos. Onde esses meus representantes com a cara mais deslavada do mundo fazem discursos sobre a segurança pública, mas na prática não passam de completos incapacitados.

Conheço toda a sua responsabilidade como manda-chuva dessa desordem que assola não somente minha cidade, mas meu país de um modo geral. Já tomou conta de grande parte das relações humanas, ruas, vilas e vias da vida.

E dou-lhe parabéns com grande dor pelo cumprimento primordial de seu dever em todos os lugares do Brasil. Vejo com total clareza que seus objetivos estão sendo cumpridos, maldade é marca registrada de seu mandato sobre nós. Mas me falta saber uma coisa, talvez por minha falta de crueldade seja de completa ignorância meu raciocínio em tal questão: O que se ganha com o delito contra a humanidade? Afinal, para sua existência é necessário que nós existamos para compactuar com suas artimanhas mesquinhas! Aguardo resposta.

Atenciosamente,

Senhorita T.A.O.



Escrito por Sydnei Melo às 09h36
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Banda de pífanos

    

 

     A BANDA DE PÍFANOS, no Ceará, é chamada de Cabaçal; em Alagoas, Esquenta Mulher; na Paraíba e em Pernambuco, Terno ou Zabumba. Inicialmente, a função dessas orquestras rústicas, pobres de instrumentos, com os pífanos de taboca aparentados dos instrumentos de soproindígenas, era a de tirar esmola para o Divino Espírito Santo e padroeiras das localidades do interior nordestino.

     Usadas, também, nos desfiles das cavalhadas em diversas festas do interior, invadem casas grandes, capelas sertanejas, juntando moleques atrás delas quando saem nas ruas.

     Provavelmente, trata-se de uma herança musical ibérica. Na Espanha, elas acompanham as Pastorales e Vilancicos do Natal. Em Portugal, com o nome de Bombo, estão ligadas às romarias e às cantigas de arraial. Compõem-se, quase sempre, de dois ou três pífanos, três tambores, uma caixa, um tarol e pratos de metal. Há um pífano mais grave e outro mais agudo, como se fossem primeira e segunda flautas. Em Ferreiros, o mestre Ovídio usa duas rabecas em sua orquestra. Geralmente, as músicas não são cantadas. No Terno de Pífanos de Caruaru, no entanto, às vezes intercalam o canto na melodia.

     O Quinteto Armorial, que surgiu sob a orientação de Ariano Suassuna, inspirou-se no Terno de Pífanos de mestre Ovídio. Vários temas foram orquestrados, alguns recriados, obedecendo a um tratamento erudito. Um dos temas nacionais, A briga do cachorro com a onça, famoso em todo o Sertão nordestino, aqui no disco é apresentado pela Banda de Pífanos de Caruaru.

     Por sua vez, o Quinteto Violado, que tanto sucesso vem alcançando no sul do país, tem também as suas raízes e a sua fonte de inspiração nos modestos Ternos de Pífanos nordestinos.

 

Renato Carneiro Campos

 


 

     Baseado em uma experiência divertida e contagiante no Sarau do IFCH. Animação, dança e poesia para nos fazer sentir leves, leves...

     Bom fim de semana a todos...



Escrito por Sydnei Melo às 15h23
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by Quino



Escrito por Sydnei Melo às 11h33
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Retorno

     Colegas, estou de volta.

     E posso dizer que pronto para enfrentar mais desafios que vêm por aí.

     Quanto à prova, confesso que saí contente. Acho que tenho a séria possibilidade de passar para a segunda fase deste concurso. Apesar dos probleminhas maiores e normais com matemática, creio que pude corresponder aos meus esforços. Graças a Deus, saí com esperança de continuar nesta luta, e espero no dia 17 poder ver meu nome entre os convocados para segunda fase. Continuarei estudando, e peço que continuem torcendo por mim.

     A semana foi de muito reboliço na imprensa internacional por conta da nacionalização do gás na Bolívia. Pra não falar só de mim, deixarei uma prévia opinião, pois ainda espero escrever algo sobre o assunto com mais estrutura. A nacionalização já era esperada, e bem como relacionado à soberania dos povos com a qual defendo, creio que o governo boliviano agiu de maneira certa. O novo governo não fez nada anormal: ocupou as usinas, mas manteve e funcionamento normal delas. E espero ouvir boas notícias nos próximos dias, pois para mim é totalmente possível um acordo que mantenha a nacionalização e a diminuição do lucro empresarial das exploradoras instaladas na Bolívia, bem como a continuidade da compra e fornecimento deste produto à economia brasileira. A reação conservadora em nosso país apela ao insensato para impedir que a Petrobras deixe de manter seus lucros e sua hegemonia na exploração petrolífera da Bolívia, mesmo que isso continue a manter a inércia da baixíssima distribuição de renda do povo boliviano.

     Aliás, eu nunca vi de forma tão clara as diferenças de interesses entre os setores econômicos, visto que o sindicato dos trabalhadores petroleiros apoiam abertamente a nacionalização, enquanto que os empresários, além de condenarem drasticamente a estatização, exigem uma dura reação do governo brasileiro (o que provavelmente poderia destruir as relações diplomáticas entre Brasil e Bolívia), em prol do que definem como "interesse nacional, exigido pela grande maioria da população brasileira que será prejudicada por esse fato", o que é algo totalmente falso.

     Também me chamou muito a atenção as manifestações nos EUA feitas pelos imigrantes. Bem como o movimento negro, com expoentes como Martin Lhuter King, Malcom X e os Panteras Negras, exigentes da igualdade racial no país e do direito que não era só do negro ou do branco, mas de todo ser humano, os imigrantes sairam as ruas, legais e ilegais, mostrando sua indignação frente a um governo que os desrespeita, que não permite que vivam no país e que escondem da vista do mundo os maus tratos e prisões a imigrantes latinos, baseados no puro preconceito. Mais uma voz que se levantou contra o desrespeito e o preconceito, e que concerteza causou espanto às autoridades governamentais.

     O palco está firme como rocha. E sempre melhorando: novas luzes, som, aparelhagens aperfeiçoadas a todo instante, e um misto de magia e dedicação incendiando este espetáculo. Continue por aqui. 

 


 

Dicas para se defender, caro consumidor: http://sydneiulisses.blogspot.com/



Escrito por Sydnei Melo às 15h34
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     Colegas,

     Sabem vocês que eu não aguento entrar na internet sem passar no meu blog para ver os comentários de vocês. É muito bom ver tantas pessoas e tantas idéias sendo apresentadas aqui. Gosto muito.

     Mas nesses dias é necessário pra mim decidir e optar por algumas coisas. Por tanto estou escrevendo hoje e comunicando que até semana que vem eu fico sem escrever. Eu simplesmente tenho um concurso domingo e uma sequencia de provas na faculdade que vão me ocupar muito tempo. Por isso, vou deixar esse blog sem movimento nos próximos dias. Isto nao é um hiatus, é apenas um tempinho que eu vou dar para poder me dedicar melhor aos estudos e para as provas que serão muito importantes para mim. Eu tenho um sério vício: se eu entrar na net eu não saio mais, e posso acabar me prejudicando por conta disso.

      Peço que torçam por mim constantemente. Os desafios aparecem normalmente aos poucos... mas parece que resolveram fazer uma pegadinha e aparecerem todos de uma vez. Por tanto, é necessário atenção e concentração.

     Eu volto. Não se preocupem...

 

     Ps: Só estarei acessando email. Se for urgente, me escrevam em supersydo@gmail.com, no mais, até!      

      



Escrito por Sydnei Melo às 10h11
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`

Não é dia do trabalho! É dia do TRABALHADOR!!!!! É dia de luta!



Escrito por Sydnei Melo às 22h58
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