Depois de descobrir que meu horário na médica era as 10, e não as 17; Depois de acordar com apenas 6 horas de sono; depois de fuçar no meu orkut e lembrar que eu tenho um livro para terminar de ler, vim atualizar o blog só pra constar aos senhores que na próxima semana eu não estarei atualizando-o. Estarei acampando semana que vêm, fugindo do caos carnavalesco, para bons tempos de descanso na presença do Senhor. No mais, para quem passar aqui, desejo um otimo feriado, descansem bastante, e aproveitem para chegarem bem na semana seguinte. Não exagerem. Sejam responsáveis. Juízo. Os outros textos continuam a disposição para você que quiser comentar...

E pra botar um pouco de cor...

 

 

Até!

 

 

 

 



Escrito por Sydnei Melo às 09h24
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A internet criando novos famosos

            Passadas horas e horas em fila, enfrentando calor e chuva na metrópole paulistana, com milhares de pessoas a gritarem e cantarem a sua volta, subiu ao palco no meio da grande festa. Lá estava a gerar orgulho, inveja e ódio dos que testemunharam em meio a barulheira ou diante da televisão.

            Pronto. Mais uma celebridade popular. O resultado de um carinho e um beijo de Bono Vox.

            Katilce será lembrada eternamente por tal fato pelos fãs brasileiros do U2; ela, provavelmente, nunca mais esquecerá dos momentos vividos naquela noite. Mas principalmente, Katilce nunca conseguirá ler as declarações de amor e ódio retratadas em mais de duzentos mil recados e mais de quarenta comunidades criadas em usa homenagem (ou não) no site de relacionamentos Orkut.

            Os instrumentos globalizantes, bem representados pela Internet e pela mídia, alcançaram um estágio que começa não apenas a atingir alvos elitistas, ou personalidade artísticas (ou pseudo-artísticas), mas também criar novos “mitos”, pessoas que nunca imaginaram alcançar alguma espécie de fama, e que de uma hora pra outra são assunto de rodas e rodas de conversas, segredos e fofocas, mesmo que isto dure apenas um tempo.

            A comicidade, o carisma e o prezar por determinados valores – falando-se de algum processo catártico, que seja apenas projetado no outro, e nunca praticado pelo próprio sujeito – parecem ser características peculiares aos brasileiros. Isto é claro com os programas vistos na televisão que atualmente alcançam elevados patamares de audiência. Como em uma novela, o Big Brother, em sexta edição no Brasil, já transformou pessoas normais e que tinham um simples cotidiano em verdadeiras estrelas, mocinhos e vilões, princesas e bruxas; Durante uma semana inteira não se falava em nada que não fosse sobre o senhor que foi o único no Brasil a conquistar o premio máximo de um milhão de reais no programa “Show do Milhão”; no Orkut, ninguém recebeu tantas manifestações de desprezo como o estudante que esfaqueou um colega dentro das dependências da ECA-USP, em São Paulo, através de mais de vinte mil recados de desgosto e ódio; Mas também, ocorrem situações hilárias, através de comunidades, como as feitas em homenagem à uma nutricionista pernambucana que gaguejou durante uma entrevista inteira, ao vivo, em um jornal local. Agora, é Katilce a nova celebridade das redes de relacionamentos virtuais.

            Pessoas que tiveram seus cinco minutos de fama, ou que protagonizaram alguma situação marcante (positiva ou não), agora tornam-se muito mais sujeitas à glória ou ao repúdio do público. A Internet, que se expande cada vez mais rápido no Brasil, abre caminhos para isto. As pessoas estão mais próximas, visitar a página de qualquer pessoa é algo simples, basta um “clique”. Os homens e mulheres não são ais totalmente estranhos. Em se tratando de Internet, somos desinibidos, colocamos nossa opinião sem nenhuma ressalva, elogios ou xingamentos, de forma inconseqüente. Aquele que nem imaginávamos existir pode tornar-se celebridade virtual instantaneamente.

            Katilce, nos próximos dias, será personalidade carimbada na mídia e na Internet. E logo mais surgirão outras. Confirmando-se esta idéia: qualquer pessoa está a mercê da fama, prestes a ir ao céu ou ao inferno, diante dos novos meios de comunicação, por conta do humor, da congratulação e de tantos outros valores e sentimentos, nestes casos virutais, sinceros ou falsos.



Escrito por Sydnei Melo às 12h21
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Desastres do gerundio...

 

By Laerte

 

Melhor estudar, galera... se não...



Escrito por Sydnei Melo às 19h54
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17/02/2006

     Hora de falar de sexta-feira...
     Sexta a noite foi dia de novas experiências, e muita diversão...
     Primeiramente, aconteceu no SESC o show dos Los Hermanos, o ultimo show deles antes de iniciarem sua turnê portuguesa. Simplesmente, um show otimo!! Eu ainda não tinha hábito de ouvir sempre os Los Hermanos, mas depois desse show decidi procurar várias musicas, conhecer as letras, as idéias... Vale muito a pena! Os caras possuem uma obra musical formidável, e aconselho a todos que gostam de uma boa musica ouvirem seus discos. O show fazia referência ao ultimo disco, 4, mas também tocou-se outros sucessos como Cara estranho, O vencedor, Pierrô, e etc... Algo surpreendente: Depois do show alguem simplesmente jogou a baqueta que havia sido usada pelo Rodrigo Barba no espaço do publico, e sem querer eu peguei... agora tá guardado junto com o ingresso aquie em casa, hehe...
     Segundo, conheci na noite do show uma amiga da internet. Nunca havia pensado que conheceria uma pessoa da internet pessoalmente tão rápido, ainda mais uma pessoa de longe. As coincidências foram tão curiosas... A Analu (http://www.imaginativa2.blogspot.com) é de Salvador, eu a conheci através dos blogs, e um dia ela falou que vinha pra Ribeirão visitar a tia... Acabou que com uma tremenda cara de pau ela conseguiu arrumar os ingressos, levou a tia e mais um casal de amigos, e aí conversamos demais, rimos, fizemos as estripulias mais variadas e fomos curtir o show dos caras... a globalização aproximou as pessoas, literalmente... Isto por que eu cheguei a ser parado por duas meninas:
     - Oi. Vc tá esperando alguem?
     - Sim. Por que?
     - Quem ?
     - A Lu.
     - Ah, desculpa. É que estamos esperando umas pessoas da comunidade.
     As meninas haviam colocado um tópico tentando juntar pessoas da comunidade de Ribeirão Preto, no orkut, para ir juntos assistir aos show dos Los Hermanos. Pode?
     Depois ainda foi tempo de andar pelo calçadão, ir até o Empório Brasilia, e depois ainda conversar com um cara bem light que queria fazer um som na Lagoinha... ah, e também conhecer os onibus do Corujão (é, cheguei por volta das duas horas em casa, por que havia perdido o ultimo ônibus, rsrs)... 
      
Revi vários amigos, conheci gente nova, curti muita musica, e uma aventura noturna pelo centro de Ribeirão... ah, essa vida louca... demais, demais, demais...



Escrito por Sydnei Melo às 13h52
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Nós homens, os bobos e perdidos...

    

    

     Isso mesmo... como somos bobos e perdidos... nós, homens, que queremos nos colocar a frente de tudo, zangar a toa, achar que sabe tudo, e afinal descobrir que a gente só se ferra se não tiver aquela mullher maravilhosa que queremos tanto pra dar um puxão de orelha em nossas vidas...
     Adão um dia estava recém-criado, quando Deus percebeu que "não podia o homem viver só"... E até hoje descobrimos que realmente não somos nada a sós... por quê nós homens ainda achamos que sabemos tudo, que somos capazes de tudo, e damos com a cara na porta, saindo com belos roxos em nossos olhos, um corte na boca e uma culpa pra dissipar no primeiro olhar meigo que aquela menina de maneira tão interessante fizer para nós...
     Ah, mulheres... vocês não são só a causa de inspirações líricas. São a semente de nosso bem estar... E nós, homens bobos e perdidos, não somos esses capazes... Nós brigamos, zangamos, nos achamos... mas no final nos rendemos...
     Ah, mulheres... que perigo maravilhoso vocês representam...

 

Paquetá - Los Hermanos

 

Ah, se eu aguento ouvir
outro não, quem sabe um talvez
ou um sim
eu mereço enfim

é que eu já sei de cor
qual o quê dos quais
e poréns, dos afins, pense bem
ou não pense assim

eu zanguei numa cisma eu sei
tanta birra é pirraça e só
que essa teima era eu não vi
e hesitei, fiz o pior

do amor amuleto que eu fiz
deixei por aí
descuidei dele quase larguei
quis deixar cair

(tst tst)

Mas não deixei
peguei no ar
e hoje eu sei
sem você sou pá furada

Ai! Não me deixe aqui
o sereno dói
eu sei, me perdi
mas eu só me acho em ti

Que desfeita, intriga, o ó!
Um capricho essa rixa; e mal
do imbróglio que quiproquó
e disso,bem, fez-se esse nó

e desse engodo eu vi luzir
de longe o teu farol
minha ilha perdida aí
o meu pôr do sol

 


 

Hoje tem Los Hermanos no SESC. Pra quem vai, a gente se vê...
Pra quem não vai, fica com a musiquinha aí... e bom fim de semana pra vocês...    



Escrito por Sydnei Melo às 11h46
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Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

 

Manuel Bandeira

 



Sofrimentos que não costumamos ver...



Escrito por Sydnei Melo às 10h58
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Depois da guerra

Depois da Guerra vão nascer lírios nas pedras, grandes lírios cor de sangue, belas rosas desmaiadas. Depois da Guerra vai haver fertilidade, vai haver natalidade, vai haver felicidade. Depois da Guerra, ah meu Deus, depois da Guerra, como eu vou tirar a forra de um jejum longo de farra! Depois da Guerra vai-se andar só de automóvel, atulhado de morenas todas vestidas de short. Depois da Guerra, que porção de preconceitos vão se acabar de repente com respeito à castidade! Moças saudáveis serão vistas pelas praias, mamães de futuros gêmeos, futuros gênios da pátria. Depois da Guerra, ninguém bebe mais bebida que não tenha um bocadinho de matéria alcoolizante. A coca-cola será relegada ao olvido, cachaça e cerveja muita, que é bom pra alegrar a vida! Depois da Guerra não se fará mais a barba, gravata só pra museu, pés descalços, braços nus. Depois da Guerra, acabou burocracia, não haverá mais despachos, não se assina mais o ponto. Branco no preto, preto e branco no amarelo, no meio uma fita de ouro gravada com o nome dela. Depois da Guerra ninguém corta mais as unhas, que elas já nascem cortadas para o resto da existência. Depois da Guerra não se vai mais ao dentista, nunca mais motor no nervo, nunca mais dente postiço. Vai haver cálcio, vitamina e extrato hepático correndo nos chafarizes pelas ruas da Cidade. Depois da Guerra não haverá mais Cassinos, não haverá mais Lídices, não haverá mais Guernicas. Depois da Guerra vão voltar os bons tempinhos do carnaval carioca com muito confete, entrudo e briga. Depois da Guerra, pirulim, depois da Guerra, vai surgir um sociólogo de espantar Gilberto Freyre. Vai se estudar cada coisa mais gozada, por exemplo, a relaÇão entre o Cosmos e a mulata. Grandes poetas farão grandes epopéias, que deixarão no chinelo Camões, Dante e Itararé. Depois da Guerra, meu amigo Graciliano pode tirar os chinelos e ir dormir a sua sesta. Os romancistas viverão só de estipêndios, trabalhando sossegados numa casa na montanha. Depois da Guerra vai-se tirar muito mofo de homens padronizados pra fazer penicilina. Depois da Guerra não haverá mais tristeza: todo o mundo se abraçando num geral desarmamento. Chega francês, bate nas costas do inglês, que convida o italiano para um chope no Alemão. Depois da Guerra, pirulim, depois da Guerra, as mulheres andarão perfeitamente à vontade. Ninguém dirá a expressão "mulher perdida", que serão todas achadas sem mais banca, sem mais briga. Depois da Guerra vão se abrir todas as burras, quem estiver mal de cintura, faz logo um requerimento. Os operários irão ao Bife de Ouro, comerão somente o bife, que ouro não é comestível. Gentes vestindo macacões de fecho zíper dançarão seu jiterburgue em plena Copacabana. Bandas de música voltarão para os coretos, o povo se divertindo no remelexo do samba. E quanto samba, quanta doce melodia, para a alegria da massa comendo cachorro-quente! O poeta Schmidt voltará à poesia, de que anda desencantado e escreverá grandes livros. Quem quiser ver o poeta Carlos criando, ligará a televisão, lá está ele, que homem magro! Manuel Bandeira dará aula em praça pública, sua voz seca soando num bruto de um megafone. Murilo Mendes ganhará um autogiro, trará mensagens de Vênus, ensinando o povo a amar. Aníbal Machado estará são como um perro, numa tal atividade que Einstein rasga seu livro. Lá no planalto os negros nossos irmãos voltarão para os seus clubes de que foram escorraçados por lojistas da Direita (rua). Ah, quem me dera que essa Guerra logo acabe e os homens criem juízo e aprendam a viver a vida. No meio tempo, vamos dando tempo ao tempo, tomando nosso chopinho, trabalhando pra família. Se cada um ficar quieto no seu canto, fazendo as coisas certinho, sem aturar desaforo; se cada um tomar vergonha na cara, for pra guerra, for pra fila com vontade e paciência — não é possível! esse negócio melhora, porque ou muito me engano, ou tudo isso não passa de um grande, de um doloroso, de um atroz mal-entendido!

(Maio de 1944)


Vinicius de Moraes
nos fala de seu sonho de Brasil quando  a segunda guerra mundial chegasse ao fim.  Hoje ele estaria completando 88 anos.  Se estivesse vivo, veria que o homem continua desmiolado e que o Brasil continua na mesma. Texto publicado em "Para Uma Menina Com Uma Flor" e extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 953.

 

Do site http://www.releituras.com/




Escrito por Sydnei Melo às 20h11
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by Adão


Escrito por Sydnei Melo às 16h22
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Os pequenos-homens

     "Como não achou coisa melhor com que limpar, fez do cartão do homem um palito e o enfiou na piteira. Quando terminou, jogou o cartão na rua. Pedro Bala perguntou:
     - Por que tu não quarda?
     - Pra que quero? - E o Professor riu, Pedro Bala riu também, e por um momento as gargalhadas encheram a rua. Riam assim sem motivo, pelo prazer de rir.
     Mas Pedro Bala se fez sério:
     - O homem parece que era bem capaz de ajudar a tu ser um pintor... - apanhou o cartão e leu o nome do homem. - Tu devia guardar. Quem sabe?
     Professor baixou a cabeça:
     - Deixe de ser besta, Bala! Tu bem sabe que do meio da gente só pode sair ladrão... Quem é que quer saber da gente? Quem? Só ladrão, só ladrão... - e sua voz se elevava, agora gritava com ódio.
     Pedro Bala fez que sim com a cabeça, sua mão soltou o cartão, que caiu na sarjeta. Agora não riam mais e estavam tristes na alegria da manhã cheia de sol, da manhã igual a um quadro de um pintor das Belas -Artes".

 

Jorge Amado, Capitães da Areia

 

     Às vezez, é isso que dá a exclusão.
     A desigualdade que se instalou tanto tempo parece algo infindável. Quando vemos crianças nas ruas, pedindo esmolas, comida, vendendo chiclete, o que vem à nossa cabeça? Dó? Pena? Raiva? Qual é o futuro desses pequenos-homens?
     Ao ler este trecho, muitas imagens e idéias vieram a minha cabeça. Imagens tantas que vemos pelas ruas e pelos becos das periferias das grandes cidades, onde se encontram esses pequenos-homens a levarem a vida que não é a ideal... Pequenos-homens que desde cedinho, bem cedinho, se colocam nas esquinas em busca de um pão, tentando diminuir a sua fome, às vezes a arrumar um trocado para sustentar seu vício, ou a fazer pequenos furtos no meio da multidão... 
     Esses pequenos-homens vivem assim, sem a oportunidade de conhecer fatos novos, coisas surpreendentes, a letra, o desenho, o estímulo da imaginação... Viram gente grande bem cedo... conhecem os prazeres bem cedo, os vícios bem cedo, o crime bem cedo e bem de perto. E Muitos não escapam desta rotina degradante a circundá-los na vida de desprezo que a exclusão social estimula a praticar por parte dos que possuem uma boa vida material.
     Muitos pequenos-homens vivem como o Professor... Crente de que a vida lhe reserva o que já vive somente. A própria exclusão gera a falta da esperança em nosso povo. Vivemos no sistema da exclusão, da plena competição, da eliminação, do caos das favelas, dos habitantes das ruas, das areias e dos becos escuros e esfumaçados nos suburbios longínquos das metrópoles...
     Na ficção de Jorge Amado, Professor acaba por ir ao Rio de Janeiro estudar pintura. Suas pinturas que chamam tanto a atenção costumam fortemente ter uma menina loira e um homem fechado.
     Pedro Bala se torna um caçado por descobrir a vocação de militante e grevista contra os ataques aos operários de Salvador.
     E os pequenos-homens de hoje, o que há para eles?



     
Congratulo à aqueles que lutam pela justiça social, e dão oportunidades a quem nunca imaginou ter algum dia.
Mas saibam que ainda há muita coisa a se fazer...
 



Escrito por Sydnei Melo às 20h37
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Uma frase...

Política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade.

 

Stanislaw Ponte Preta



Escrito por Sydnei Melo às 10h02
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Do barro

Por rumos estranhos a vida nos conduz e nos faz perceber que somos frágeis, pequenos demais perante sua amplitude. Num dia estamos altivos, felizes e seguros de nossas ações, acreditando que cada sentimento se encontra sob nosso controle. De repente, tomamos uma rasteira e percebemos que nada somos além de homens feitos do barro.
Vazios, frágeis, indefesos, e descrentes...
Basta o vento soprar mais forte, que balançamos. E não é difícil perceber que o vento da vida é tempestuoso.
À cada dia que passa, tomamos forma. O barro vai-se moldando, tornando-se mais firme, secando em meio às adversidades.
Criamos muita coisa é certo; mas nunca perdemos nossa condição de criatura. E vivemos, sentimentos,  sofremos...
Nada está ao nosso alcance como de fato pensamos, não há um só detalhe certo. A única esperança que temos, é que o amanhã seja um dia melhor.
Assim somos, humanos. Ganhamos o sopro de vida, a dádiva de sentir, o barro torna-se carne. Sangramos... Vivemos, amamos, choramos, acordamos.
Entendemos: Que por rumos estranhos a vida nos conduz...

 

Laís Nicodemos


 

Não podemos nos achar superiores nunca. Por que muitas coisas que nunca esperamos podem acontecer em nossa vidas. E aí, podemos tomar um baque tremendo...

Fiquem com Deus.



Escrito por Sydnei Melo às 19h38
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Escrito por Sydnei Melo às 10h18
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Quando a liberdade de expressão é inconveniente

   Vemos recentemente nos noticiários fatos a fazer-nos refletir bastante sobre o que se afirma liberdade de expressão e qual o limite desta liberdade.
    No mundo muçulmano está se promovendo uma onda anti-dinamarquesa e anti-européia por conta de charges cômicas que continham imagens referentes ao profeta Maomé. A brincadeira, vista com bons ou maus olhos dependendo da crença de cada pessoa, poderia gerar reações diversas. Mas pelo visto, os autores da charge não imaginaram que enfrentariam uma onda tão perigosa de protestos. Agora, a diplomacia entre a Europa e os países islâmicos está ameaçada, e pessoas, civis, que não tem nada haver com a historia correm o risco de ter problemas se estiverem em países de religião muçulmana, segundo ameaças dos próprios militantes dos movimentos islâmicos que organizam as reações às charges.
    É necessário colocar um fator importante antes de iniciar conclusões precipitadas.
    A liberdade de expressão é uma conquista grandiosa dos países que constituem as democracias ocidentais. Está no cerne do sistema democrático de governo a plena liberdade de opinião, de notícia e de expressão, oral, artística, religiosa, entre outros. Mas, como reconhecer quando atinge-se o conceito de liberdade e tenta extrapolá-lo, ferindo assim sentimentos e símbolos ligados a alguma religião?
    É fato que o Islamismo apresenta-se como uma religião composta por membros extremamente fiéis a sua crença, e que não aceitarão qualquer tipo de zombaria a seus elementos sagrados. Isso fica claro com as manifestações vistas nos últimos dias em todos os países muçulmanos, com as pichações nas paredes do escritório da União Européia na Cisjordânia e nos consulados dinamarqueses que testemunharam furiosos protestos, como na Indonésia.
    Visto isso, por que então os jornais da Europa publicaram essas charges? Será que os jornalistas não tinham consciência do que poderia ocorrer? O fato de buscar a liberdade de expressão não é conveniente a todos os temas. No caso dos jornalistas europeus, erraram significativamente por terem zombado de um símbolo sagrado, e de uma religião que ao longo da história demonstra seus sinais de radicalismo. As charges haviam sido publicadas no ano passado, e jornalistas da Dinamarca já haviam pedido desculpas aos islâmicos publicamente, mas reafirmando seu direito de liberdade de expressão. Após isso, outros jornais da Europa republicaram as charges, o que piorou a situação.
    Na democracia em que vivemos, em um Estado laico, é até comum vermos piadas e zombarias de símbolos do cristianismo, do candomblé, do espiritismo e de outras crenças que residem no ocidente, o que não deixa de ser uma falta de respeito. Mas mesmo assim, deixa-se levar, não há manifestações contrárias, nem incidentes diplomáticos. Mas isso não é considerável com todas as crenças.
    Por conta de um erro que poderia ser evitado, se os jornalistas europeus tivessem agido com o mínimo de bom senso, estamos a beira de um conflito diplomático e que, por conta do fundamentalismo, pode gerar problemas ainda mais graves. A liberdade de expressão exige respeito, e além disso, bom senso.    



Escrito por Sydnei Melo às 15h47
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É ano de eleições...

 

 

By Quino

 

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Escrito por Sydnei Melo às 10h33
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Tédio de fim de férias

     Faz tempo que não falo da minha vida né?

     Sabe, talvez eu não tenha feito juz ao nome do blog, pode parecer... é que na verdade tudo isso que escrevo, essas coisas de longe , essas imagens, essas ideias, os textos críticos a alguma coisa, as reflexões de outras pessoas na verdade estão relacionados à minha vida. Minha vida também são com os outros...

     A este tempo já comecei a entrar num estágio que comumente é chamado de "tédio de fim de férias". Exatamente. Só que no meu caso quando nos anos anteriores eu entrava neste estágio eu estava a uma semana das aulas, talves duas... é quando tudo que você podia fazer nas férias já tinha sido feito e não havia mais nada, só bastando voltar a pôr a cara nos livros e nos cadernos e acertar a mão que desacostumava de escrever...

     Mas hoje, com meus 18 anos semi-encerrados (eu só faço aniversário em junho), ficar esperando passar as férias da faculdade não é muito fácil.

     Pelo fato de ser uma universidade pública, ela tem a segunda fase do vestibular que foi até janeiro... em fevereiro as aulas não começam, pois é período de matrícula, de reorganização dos sistemas da universidade com os novos alunos que chegam (tanto de graduação quanto de pós)... E agora fico aqui, esperando. Ainda tento me dispor a estudar alguma coisinha sobre as disciplinas que terei esse semestre, para "entrar no pique", mas vou lento, lento... normal, me considero meio vagabundo nessas férias...

     Resolvi escrever um pouco de besteira, uma coisinha leve pro dia...

     E hoje é também aniversário do meu pai, que é um grande exemplo pra mim. Por tanto há muito o que comemorar...

     Beijos e abraços...



Escrito por Sydnei Melo às 10h23
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