Vírus PSDB manda saúde publica pra UTI
Nesta ultima sexta-feira, na cidade de Ribeirão Preto, um ataque foi feito à saúde publica municipal.
Já não bastasse os problemas sérios pelos quais passam as UBS's de nossa cidade, o conselho de saúde aprovou o convênio entre a Secretaria de Saúde e as universidade privadas da cidade para que elas passem a ser responsáveis pelo atendimentos nos prontos socorros publicos. A medida faz com que estudantes de medicina, supervisionados por outros docentes das universidades.
A medida visa substituir o funcionario publico, visto que há médicos formados sem exercer sua profissão, por estudantes que ainda estão em fase de estudos. Além de que, nada ficou claro sobre as verbas a serem disponibilizadas para as universidades particulares para manutenção doatendimento.
Vergonhoso. Nada mais pode ser tão claro para explicar a privatização das instâncias públicas e a entrega de serviços que seriam responsabilidade dos governos à terceirização. O governo Tucano de Welson Gasparini comteu um ato grave.
A saúde de nossa cidade passa por problemas graves de falta de equipamentos, ambientes inadequados para atender aos pacientes, falta de médicos, e um salário digno para estes. Os concursos publicos realizados no ultimo ano, segundo o governo municipal, não teriam fornecidos medicos com qualidade para ocupar as vagas que seguem abertas no funcionalismo da saúde publica. Muito estranho visto que se formam vários médicos todos os anos em nossa cidade e não haja medicos com qualidadepara ocupar tais vagas. Talves isso também se baseie na saúde na medicina ensinada nas faculdades de Ribeirão Preto, visto que a maioria das universidades da cidade são particulares (e são estas que estão se beneficiando com a nova medida de terceirização).
O funcionalismo publico está sendo extremamente prejudicado, profissionais da saúde poderão perder seus empregos. Enquanto as verbas passam a ser transferidas para as intituições superiores paritculares, os estudantes continuam a pagar por seus estudos e fornecendo ainda serviços que estão sendo estudados por eles mesmos... UBS's, diferentemente do Hospital das Clínicas, ligado à USP, não são Hospitais-escolas. São unidade de atendimento à população que já devem contar com profissionais formados.
Estou indignado!
Escrito por Sydnei Melo às 17h31
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Incoerência às claras
Ontem, no congresso nacional, através de votação com um quorum de mais de 400 deputados, foi aprovada a emenda que derruba a verticalização eleitoral nas eleições regionais em relação à coligação federal dos partidos que disputam a eleição.
Peraí... melhor eu explicar direito.
Segundo a constituição brasileira de 1988, havia um artigo (que foi derrubado ontem, em primeiro turno) que exigia que as coligações estaduais para as disputas de cargos para governador, senador e deputados fossem iguais às coligações formadas para a campanha presidencial. Ou seja, se um partido A estivesse coligado com um partido B para a campanha presidencial, obrigatoriamente tais partidos teriam que se apoiar mutuamente nas eleições estaduais. Exemplo: O PSDB e o PFL são coligados para eleger um presidente, mas não podem disputar entre si com candidaturas próprias algum governo estadual.
A queda desta medida eleitoral promovida pelos deputados neste dia que se passou representa nada mais nada menos que o fim da coerência.
Exatamente. A coerência não está mais presente nas eleições.
Ao se passar pelas mais vastas regiões de nosso Brasil, o que vemos é a presença marcante de cacíques políticos, os maiores interessados na derrubada da verticalização, junto com os partidos pequenos. O fim da verticalização permite aos partidos e cacíques de várias regiões se coligarem ao seu bel prazer com os partidos que julgarem mais importantes para o fortalecimento de suas candidaturas, e ajuda os partidos pequenos, inclusive os chamados "partidos de aluguel", a crescerem aliando-se com os partidos que julgarem mais fortes e importantes nas regiões em que estiverem.
Nada tem ficado mais claro em nosso país do que a demonstração que é válido apenas o interesse político, pelo poder, e não mais a busca por tentar promover alguma mudança social ou a manutenção do status quo aliando-se àqueles que julgam coerentes com suas ideologias. Tal infâmia nunca se colocou de maneira tão aberta, tão escancarada diante ds olhos do eleitorado brasileiro. O princípio ideológico dos partidos (principalmente dos conservadores) não se sustenta mais, dependendo, os políticos, de alianças com os grupos mais divergentes para conseguir seus fins particulares e promover sua alto imagem, além de receber vastos salários e encarregar seus cabos eleitorais, tão interessados quanto. Se política tem suas sujeiras e suas desgraças, nada sustentou-se tão às claras.
A incoerência partidária, fazendo com que partidos divirjam livremente do posicionamento das lideranças, das decisões dos diretórios partidários nacionais e da discordância ideológica em apoio ao partidos dos presidenciáveis, é mais um abalo na frágil democracia brasileira. Está claro que o povo, por mais que esteja amadurecendo com tantas crises ocorridas em nosso país nos anos que se passaram, ainda precisa promover análises precisas de suas proprias ideologias, e votar coerentemente em pessoas que julguem corretas para o exercicio de um mandato social, fungindo dos interesses e das promoções dos cacíques políticos de nosso país. É preciso que o povo esteja atento também aos novos e inúmeros partidos que surgem, e fazer uma varredura em muitos grupos que estão nascendo apenas para se aproveitarem de algum benefício financeiro que o Estado venha fornecer.
Os partidos que votaram pelo fim da verticalização foram principalmente os conservadores e os pequenos. PSDB e PFL votaram predominantemente pela queda da verticalização, mas alguns deputados dos dois partidos contrariaram as decisões superiores.
O PT, mantendo sua coerência ao longo dos anos (pelo menos na votação, afinal o partido hoje é coligado com o PL, o que já representa uma incoerência ideológica marcante), votou pela manutenção da verticalização partidária. Buscaram coerência. Aliás, os partidos ditos socialistas votaram pela manutenção. Mas assim como no PSDB e PFL, houve petistas votando pelo fim da verticalização, ou seja, contrariando. Inclusive, o presidente Lula queria o fim da verticalização...
Triste.
Escrito por Sydnei Melo às 01h34
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"Sempre que o povo seja ele, povo: sempre que saiba desconfiar mesmo dos poderes dos grandes, do poder do poder!
Mais fortes sao os poderes do povo, sempre que o povo saiba se negar à esmola humilhante à promessa eleitoreira à aliança espúria..
Mais fortes são os poderes do povo, sempre que o povo saiba dizer não aos coronéis de ontem e de hoje; sempre que o povo saiba dizer sim à solidariedade, à organização ao multirão aberto, à vida, à toda vida.
Mais fortes são os poderes do povo, sempre que o povo seja de homens e mulheres, de crianças e jovens, de velhos... e dos mortos "que não morrem" Por que nos precederam na luta e na esperança e deram sua vida e sua morte à Terra e à História e ao Reino de Deus.
Mais fortes são os poderes do povo, quando esses poderes se forjam dia a dia, no campo e na oficina, no escritório e na escola, com trabalho e ternura, na utopia que alarga o horizonte e no fiel realismo que avança passo a passo; no cantinho da casa e no espaço do Mundo; plantando e caminhando e resistindo, beijando o rosto do amigo e acolhendo na alma, como um beijo, a presença de Deus, o Deus do povo!"
Pedro Casaldáliga
Escrito por Sydnei Melo às 11h04
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Passei uma hora pensando num verso que a pena não quer escrever no entanto, ele está cá dentro inquieto, vivo.
Ele está cá dentro e não quer sair. Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira.
Carlos Drummond de Andrade 
Como sinto a necessidade de atualizar o blog diariamente, às vezes estarei fadado a cair numa situação assim. Creio que vocês que sobem esse palco também passam pelo mesmo problema. Por tanto, venho hoje deixar esse texto simples, mas tão belo, ao mostrar que ter alguma falha em algum momento não significa nada... somos muito maiores do que qualquer falha ou falta de inspiração...
Tenham um bom dia, e vão ser gauche na vida!!!
Escrito por Sydnei Melo às 12h14
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Avassaladoras

by Fernando Gonzales
Mexe pra você ver...
Escrito por Sydnei Melo às 10h49
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Malandragem...

A malandragem já não é mais a mesma...
Antes, nos aureos anos das décadas de 40, 50, 60... e por aí vai, tinhamos uma bela malandragem na beira de nossos morros... os malandros que faziam o seu samba, tinham sua vida simples, suas negas pra cuidar, os filhos pra criar, os botecos pra visitar, os trucos pra jogar... A nata da malandragem ganhava o seu, não necessariamente da forma limpa, maas era algo bem mais modesto. Eles tinham justificativa: Por que se não dava pra ser grande, tinha que se virar...
Hoje nosso caro povo está cheio de malandros... mas malandros ainda humildes, que trabalham bastante, pra cuidar da familia... gente trabalhadora.
Mas parece que a linha da malandragem chegou à alta sociedade...
Hoje temos malandros engravatados, com muito mais poder. Os malandros de terno estão no congresso, estão nas prefeituras, estão com suas socialites, seus puddles, fazendo seu malandro populismo, fortalecendo seus malandros poderes... A nata da malandragem se sente ofendida com gente esnobe se fazendo de malandro. Tem malandro na tv, com malandrinhas e tudo, malandros na imprensa, etc... Agora tem malandro em tanto lugar de gente rica, com tanto privilégio, que dá até desgosto de ser assim: malandro.
Por isso, hoje, vou deixar uma homenagem aos malandros... esses que batem ponto todo dia de manhã, circulam nas avenidas abarrotadas dentro dos ônibus, pra levar o leite dos filhinhos e o carinho pra mulher...
Um samba de Chico Buarque pro nosso fim de semana...
Homenagem ao malandro - Chico buarque de Holanda
Eu fui fazer um samba em homenagem à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais. Eu fui à Lapa e perdi a viagem, que aquela tal malandragem não existe mais. Agora já não é normal, o que dá de malandro regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial, malandro candidato a malandro federal, malandro com retrato na coluna social; malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal. Mas o malandro para valer, não espalha, aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal. Dizem as más línguas que ele até trabalha, Mora lá longe chacoalha, no trem da central
Escrito por Sydnei Melo às 12h29
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Frases Ortegas...
Meu caro, grande colega Sr. Matheus Ortega, que há muito tempo não passava por esses palcos, conversava comigo pelo messenger, quando começou a rememorar algumas frases. Seja um momento de reflexão constante ou de surpresas hilarias, vou deixá-las aqui para que os espectadores se deliciem:
"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la."
"É fácil apagar as pegadas; difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão." (Lao-Tsé)
"O universo é uma harmonia de contrários" (Pitágoras)
"Os ignorantes, que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: APRENDER"
"A tristeza pode sempre sobrevoar a sua cabeça, mas nunca a deixe fazer um ninho."
"A vida é como um livro que deve ser folheado página por página sem se consultar o índice."
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Eu não faço a mínima idéia do pq das frases sairem com tamanhos diferentes... ¬¬ mas blz...
Escrito por Sydnei Melo às 00h13
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A cidade que não é ideal...

"Mal podia com o que agora lhe mostravam, na circuntristeza: o um horizonte, homens no trabalho de terra planagem, os caminhões de cascalho, as vagas árvores, um ribeirão de águas cinzentas, o velame-do-campo apenas uma planta desbotada, o encantamento morto e sem passáros, o ar cheio de poeira. Sua fadiga, de impedida emoção, formava um medo secreto: descobria o possível de outras adversidades, no mundo maquinal, no hostil espaço; e que entre o contentamento e a desilusão, na balança infidelíssima, quase nada medeia. Abaixava a cabecinha".
Guimarães Rosa, Primeiras Estórias
Parecia que estavamos acostumados com um ambiente assim. Cercados por asfalto, pedras, fumaça a invadirem nossas frágeis narinas, nossos fracos alvéolos, e nos formarem seres mutantes, humanos anaeróbicos, resistentes ao cansaço e à pressão e velocidade das grandes cidades. Os prédios cresceram, atingiram os céus, os carros se reproduziram, o negro dos gases pairam sobre o ar das avenidas e ruas, perante seus pedestres. As plantas se reduzem, desbotam suas cores, são exterminadas. O homem não tem mais piedade de sua próprias e necessárias condições de vida.
Esta foi uma trágica consequência da desenfreada urbanização nos países subdesnvolvidos. Nós, aqui embaixo, nos deparamos com um império, que explorou ao máximo tudo o que poderia tomar, dominar, e se possível destruir. Perdemos nossas matas, nossos bosques que tinham mais vida, nossas vidas e mais amores a crescerem por essas matas. A Mata atlântica tenta sobreviver com seus 7%. A Amazonia perde milhares de hectares deastados pelas grandes madeireiras e pelos criminosos clandestinos... nossas plantas são entregues à biopirataria. Perdemos patentes, perdemos a chance de evoluir na ciência das curas. Plantas que nunca conhecemos morrem, e que poderiam ser esperança de vida para muitos...
As cidades crescem desenfreadamente, pelos desfiladeiros, pelos barrancos, na beira dos rios e dos córregos. Risco. A esperança na metrópole é ferida. Populações pobres, de todos os lugares que se imagine, aglomeram-se no aperto dos barracos, vivem insalubres, doentes, trabalhando horas e horas diantes de salários miseráveis, sem educação, sem saber como se defender dos abusos jurídicos dos grandes industriais e empresários. A expansão urbana não tem limites, simplesmente ocupa. Ocupa lugares perigosos, colocam em risco famílias inteiras. As favelas transformam-se no sinônimo da criminalidade, jogada ao desprezo dos govrnos e da classe média urbana, invadida a ferro e fogo pela polícia. Chacinas... A cidade tem se tonado cinzenta e avermelhada...
Os rios sujos. As árvores apagadas. As plantas desbotadas e o asfalto a queimar nossos pés e cozinhas nossas cabeças. Pessoas brutas. As coisas não estão prestes a mudarem ainda.
Quem dera a cidade tivesse alamedas verdes, a cidade de nossos amores... e quem dera os moradores, o prefeito e os varredores, os pintores e os vendedores, as senhoras e os senhores, os guardas e os inspetores... fossem somente crianças.
Escrito por Sydnei Melo às 11h45
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Os homens de aço têm feito de si mesmo sólidos moldáveis e condutores de particulas negativas Os homens de aço constroem a maquinaria o imperio outros homens de aço e destroem a poesia Se fazem uma mente de ferro um coração de alumínio ajoelhados diante do níquel do ouro e da prata Os homens de aço idolatram suas obras metálicas Declaram a guerra metálica Perdem se sangue rico de ferro misturado no silício Os homens de aço se reduzem
Eu quero o constante oxigênio que me inspire construir uma nova poesia Um ser neutro nobre e livre
De um momento de inspiração do qual eu sentia falta...
Escrito por Sydnei Melo às 12h19
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Juízo...

By Adão
Escrito por Sydnei Melo às 12h34
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Do fundo do coração...

"A vingança nunca é plena. Mata a alma e a envenena". Seu madruga.
e um bom fim de semana pra todos, e muita alegria, e muita brincadeira, e zaz, e... 
Escrito por Sydnei Melo às 02h01
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"Pela vaze..."
Ontem foi dia de recordações...
Churrasco de família. Todo mundo na lage, vó, vô, tios, tia, pai e mãe, meu irmão, namoradas dos tios, e eu... os meus tios estarão viajando para Aracaju nesse fim de semana, de carro, e os planos são ambiciosos: Arrumar um jeito de se mudar para lá. Aliás, toda minha família por parte de pai tem esses planos de retorno à terra de origem...
Meus avós chegaram na cidade grande como muitos retirantes que já fizeram essa loucura na historia de nosso país. Sairam do sertão do Sergipe para tentar a vida urbana. Tiveram os filhos, que cresceram em São Paulo, viveram muita coisa, em pleno período de ditadura, morando na periferia... Hoje, devido muitas mudanças, vivemos em Ribeirão Preto. Desde os dois anos vivo aqui, ou seja, fui praticamente criado, acostumado nesta terra boa... mas o pessoal tem muitos planos de retorno...
Meus avós sempre pensaram no retorno à Aracaju, e pelo visto isto está prestes a se consolidar dentro de alguns anos. Já começo a ver que a família Melo não continua crescendo nessa cidade. Meus tios adoram a ideía... meu pai também... meu irmão então, vixi... Só eu e minha mãe que nos seguramos mais.
Mas o bom disso tudo é ver hoje as historias que são contadas. Era terra em que tinha seca (e tem até hoje), suas festa, as tradições populares, as brincadeiras... o riozinho, a ida de Cedro até Propria, os amores, as broncas, tanta coisa... foi a vida de meus avós, que quando jovens resolveram seguir suas vidas no meio de São Paulo... sergipanos, minha origem... Historia de quando "tinha de se andar pela vaze quando o rio tava seco...", "da andança de lata d'água na cabeça", "daquelas festança e dança boa que se fazia"...
É... a família, pelo jeito, não resiste por aqui... Mudar para Aracaju é sonho de muita gente dentro dessa turma. Hoje muita gente da família que ficou mora em Aracaju... outros ainda estão em Cedro de São João...
Mas o melhor de tudo é ouvir as historias...
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Talita, me perdoe, mas eu não encontrei o poema. Eu sei que tenho ele à mão. Quando encontrá-lo, prometo que coloco aqui...
Escrito por Sydnei Melo às 01h29
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Se eu soubese como está agora lá...
Tempo de seca é o fim. Há famílias no nordeste, naquela terra seca da caatinga, sofrendo por que o sol é impiedoso, o clima é impiedoso, a vegetação é impiedosa, os latifundios são impiedosos... é duro chegarmos em época de um verão como o que passamos e não termos idéia do que pode estar acontecendo com as famílias que vivem naquela terra seca, estando secos, com rios secos, poços secos, carnes secas... Fabianos, sinhas Vitorias, meninos mais velhos e mais novos e Baleias a sacudirem seus frágeis ossos em busca daqueles sonhos que os soldados amarelos, a mando dos seus sargentos verdes e roxos, atrapalham, obstaculam, matam... sofrendo, sofrendo, sofrendo...
Nada passa neste momento na imprensa. Não é tempo de malandragem na caatinga. Não é tempo de grana publica enchendo o bolso dos grandes...
Enquanto isso, a seca segue, seca.

Segue o seco - Marisa Monte / Carlinhos Brown
A boiada seca Na enxurrada seca A trovoada seca Na enxada seca Segue o seco sem sacar que o caminho é seco sem sacar que o espinho é seco sem sacar que seco é o Ser Sol Sem sacar que algum espinho seco secará E a água que sacar será um tiro seco E secará o seu destino secará Ô chuva vem me dizer Se posso ir lá em cima prá derramar você Ó chuva preste atenção Se o povo lá de cima vive na solidão Se acabar não acostumando Se acabar parado calado Se acabar baixinho chorando Se acabar meio abandonado Pode ser lágrimas de São Pedro Ou talvez um grande amor chorando Pode ser o desabotoado céu Pode ser pouco meu amor
Escrito por Sydnei Melo às 12h52
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Extras e nobreza...
Caros, ontem fiquei com uma pulga atrás da orelha para discutir.

Todos aqui estão acompanhando as barbaridades dos extras que estão a serem cedidos para os deputados e senadores da nossa republica democrática que nos tem dado tanta raiva ultimamente. Os senhores não trabalham direito o ano inteiro, uns fazendo de tudo para danar o governo e esquecem de fazer o "para quê" foram eleitos, outros tentam abafar as cpi's e derivados e também não trabalham, e depois todos vão curtir suas fériasparlamentares lá no parlamento (ou alguém duvida que eles não fizeram nada durantes os dias de extraordinária?)
Pois bem (ou mal), criou-se uma polêmica no congresso nacional: a moda do "aproveite o salário", a moda do "eu me recuso" e a moda da "atitude nobre". Certo número de deputados e senadores resolveram doar seus salários para instituições filantrópicas e ong's dos mais variados propósitos.
Que pepino, não? E agora, convêm a nós, cidadãos, críticos da política atual, aceitar as nobres atitudes dos deputados e senadores com as ong's e instituições fiantrópicas? Tenho minhas dúvidas...
Tudo o que a gente queria era que os deputados e senadores nunca recebessem essa verba extra. Aliás, acho absurdo (como já comentei inicialmente) os políticos a receberem. Mas já que receberam, e poderiam tanto recusar quanto doar, na minha opinião era melhor que recusassem.
O por que? Pimeiro, por que eles não deviam receber nada de extra e deviam reconhecer (impossível) que não tem direito a algo que só devem receber se fizerem seu trabalho direito (e não o fizeram); segundo, estar a ajudar ong's ou insituições filantrópicas com essa grana promove: - Transferência de verbas públicas para instituições privadas; - Promoção política do político e futuro candidato frente a comunidade civil que a ong/instituição filantrópica alcança.
Esse fato no final de ano me deixou muito incomodado. Não aceito e nunca vou concordar com a concessão de salários extras.
Na Câmara de vereadores daqui de Ribeirão Preto, também houve extraordinárias e concessão de extras. E tive que aguentar o presidenteda Câmara, vereador Cícero gomes, afirmar que não se podia reclamar da concessão desalários extras, e que eles tinham o direito de receberem a mais.
Francamente, vamos pensar melhor em quem vamos votar...
Apenas 12% do deputados recusaram o extra http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI823100-EI306,00.html
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Colegas, eu fui onçanalisado!!
Estou deixando aqui o comentário que foi feito belo Blog da Onça: http://www.onca.blogger.com.br
[sydnei.zip.net] Atualmente é muito raro entrarmos em um blog que possua posts com textos grandes e bem escritos. Com o tempo fique atento para não publicar imagens muito grandes, pois na maioria das vezes elas acabam causando lentidão para abrir. Apesar de possuir um layout de Template Shop, conseguiu manter uma ótima organização e disposição de itens. Se possível coloque mais dados pessoais em seu perfil. [Nota 9]
Até
Escrito por Sydnei Melo às 11h15
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Bom dia a todos!!! Já havia gente reclamando pq de eu nao ter voltado escrever logo na semana passada, mas falei para terem paciência... Pronto, estou de volta, destinado a discutir novas ideias, a falar mais um pouco sobre minha vida, a filosofar por coisas e inuteis e tão úteis que não podemos viver sem, e tentando entender o pq dos erros e desnvolver a tese da solução!! Afinal, se o homem vive de esperança, tem que buscá-la constantemente, não?
2005 foi um ano maravilhoso para mim, o qual não posso reclamar de nada. Foi ano da nova experiência de morar sozinho, fazendo faculdade fora de casa. Não foi tão barra para mim o "morar sozinho", mas o "sustentar". enquanto nao consegui a bolsa, não tive sossego na minha cabeça. Era eu, enfrentando a maldita burocracia do SAE, correndo o risco de não continuar o curso pq eles não queriam ceder a bolsa. Depois de bastante pressão, consegui bolsa, e muei para uma republica mais barata. Só espero que em 2006 permitam renovaçã da minha bolsa, se não... terei que fazer mais barulho.
O fato de estar longe me trouxe um pouco de experiência. Agora vc depende apenas de si mesmo, não tem mamãe para teajudar toda hora. Foi bom, estou gostando da idéia de independência e responsabilidade.
Foi também ano de lutas. Nunca havia me envolvido tanto políticamente. O movimento estudantil na Unicamp está sendo uma experiência e tanto. Cercado de ideologias, de práticas, muitas vezes que discordo, mas com o espírito firme de encontrar solução para nossa sociedade. Se vai alcançar o socialismo ou não, sei lá... mas que com a economia de hoje não é possível seguir uma sociedade justa, disto eu não tenhomais duvidas.
Foi ano de mudanças eclesiasticas. Frequentando duas igrejas (a Presbiteriana de Barão Geraldo e a Central de Ribeirão), não tive ideia dos problemas que a igj de Ribeirão passava. Depois que comecei a conversar com as pssoas e por assistir a assembleia extraodinaria realizada na igreja, percebi que estavam se impondo ideias de homens a ideias de Deus. Decidimos construir uma nova congregação. Foi melhor, nos sentimos hoje muito mais abençoados, e esperamnos que os colegas que ficaram a antiga igreja também estejam muio abençoados. Certas coisas Deus faz que a princípio nós não entendemos, mas depois podemos ver os resultados tão positivos. A nova congregação só cresce. Amém!
2005 foi ano de crise. Ano de decepções com o partido que sempre defendi. Ano de políticagens malditas, tentativas de abafos, CPI a torto e a direito, a vitoria da direita e seu NÃO... afinal, não faço a mínima ideia do que ocorrerá nessas eleições, não faço a mínima ideia do meu voto... só sei que continuarei minha luta, sem me preocupar com eleições. Se não conseguimos eleger homen prestáveis, façamos o que já pertence a ideia de democracia mas que a mídia nos influencia a não fazer: protestarmos, irmos aos espaços políticos e realizarmos fatos políticos. Se tiver que ocupar, que seja. É para forçar a fazer o que é melhor para nossa população. Creio que com toda essa crise o país tenha demonstrado uma imaturidade que muitos não queriam admitir em nossa democracia. Estamos no momento de mostrar, não apenas para eleger líderes que julgamos corretos, mas também para dizer: BASTA!!! VOCÊS SÃO REPRESENTANTES DO POVO, E DEVEM FAZER O QUE O POVO QUER!!!
2006: Ano de luta e de vitoria.
Deixo abaixo um texto de Mino Carta, da Revista Carta Capital.
2005, ao se encerrar, presta-se a uma conclusão e a uma pauta. Encadeadas. Houvesse dúvidas, cairiam: o Brasil é país imaturo, marcado por uma espécie de inviabilidade, até hoje orgânica, com a democracia. Com a contemporaneidade. Com o próprio progresso, embora inscrito na bandeira.
Tal a conclusão, ao considerar a elite predadora e o povo resignado. E o abismo que separa a minoria feroz, incompetente, pretensiosa, e a maioria, larguíssima, submissa e atônita. Cordial, já houve quem dissesse.
Não é por acaso que o Brasil é vice-campeão mundial em má distribuição de renda, bate recordes nos números da criminalidade, exibe índices de escolaridade ínfimos e mantém em vida doenças endêmicas erradicadas no resto do planeta.
Não é por acaso que os poderes da República portam-se freqüentemente como debochados em bares do arrabalde, que o ódio de classe ainda viceja com extrema virulência, que a mídia é o sabujo dos senhores, e que, mais do que nunca, vale a regra vetusta: aos amigos tudo, aos inimigos a lei.
É preciso remontar, na história mais ou menos recente, aos tempos do golpe de 1964, e do posterior golpe dentro do golpe, para localizar um ano tão simbólico da prepotência e da arrogância dos donos do poder, a da imaturidade do País, como 2005.
Quanto à pauta de 2006, faísca na sombra. Temos, todos nós, brasileiros sempre esperançosos, um Brasil por fazer. É tarefa imensa como o tamanho da Terra e do tempo perdido, mas seria bom se os primeiros passos fossem dados logo mais.
Escrito por Sydnei Melo às 11h47
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