Que se mude... e não se cale

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas

Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas

Quantas mulheres hoje que só vivem para agradar... Quantas que só vivem para sofrer... mulheres inibidas para mostrarem sua capacidade e sua força, mulheres amedrontadas por que devem ser delicadas como as rosas e o leite e o perfume... não vivem para si...
Esta sociedade que as fere...

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem por seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas

E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar violentos
Carícias plenas, obscenas

A mulher continua a ser inibida no mercado de trabalho... a mulher continua a ser tratada desigualmente em nossa sociedade... o machismo ainda toma conta de nosso senso comum... a mulher é ainda tratada como o objeto do homem, nos becos mais escondidos e nas casas mais claras... obrigação... força... crime...
Esta sociedade que as machuca...

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinhos
Costumam buscar um carinho
De outras falenas

Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

E onde foi parar a fidelidade? Onde está? Os homens agem cada vez mais animais, disputam, descuidam e desrespeitam nossas donzelas... traem... vivem seu prazer, nunca o amor... o mito do bom homem viril e do direito a todas... tristemente se torna natural...
Esta sociedade que as degenera...

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas

Elas não tem gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas

Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas

À mulher não se permite ainda sonhar... à essas mulheres, resta o lamento, o escuro... não podem falar, só ver, fazer, crer... sonham escondidas...
Esta sociedade que as extirpa...

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovem viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
não fazem cenas

Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas serenas

Mulheres abandonadas... mulheres que sofrem com a perda... mulheres que perdem o respeito social... mulheres marcadas, abandonadas, perdidas, sofridas...
Esta sociedade que as decepa...

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

... e fim.

 

Baseado em Mulheres de Atenas - Chico Buarque



Escrito por Sydnei Melo às 17h10
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Cara, quanta coisa a me acontecer...

Os ultimos dias tem sido bastantes agitados... bom, vou deixar de filosofar um pouco hoje pra contar o que andou ocorrendo.

Inicialmente, a correria dos trabalhos e provas está a todo vapor. Tenho simplesmente 3 trabalhos e 3 provas pela frente, sendo que um é pra ser entregue hoje, uma prova quinta, e os outros pra semana que vem. Entre eles estava o trabalho de antropologia (lembram do texto que coloquei?), no qual tivemos resultados surpreendentes... mas fica a posteriore, até o final de semana eu coloco os resultados finais (que mais parecem preliminares, mas são finais... é apenas um ensaio, né?). Também tenho uma prova sobre Locke e Rousseau, outra sobre Marx, outra sobre Freud e Klein, e por aí vai...

Tabém hoje corri pra entregar os documentos na polícia federal... calma galera, não aconteceu nada de errado comigo, hehehe... na verdade eu fui entregar os documentos para entrada em passaporte... piorou? Eu explico. aqui no IFCH tem uma galera tentando uns contatos com a reitoria, pra esta entrar em contato com a FAB... se for possível, queremos que a FAB ceda um avião para os estudantes da Unicamp. Destino? Caracas, Venezuela, em direção a Form Social Policêntrico 2006. Imaginem eu na Venezuela, com uma galera das Sociais, participando de um evento como o FSP... "CARACAS"!!! Estou torcendo muito pra que consigam... tem gente que não tá botando fé, por que simplesmente conseguir um avião da FAB é muito difícil... mas eu, por via das duvidas, prefiro não arriscar. Melhor tirar logo o passaporte. Foi o que fiz.

Bom, me despeço por aqui desejando a todos uma ótima semana... A correria é grande, os resultados podem não ser os esperados, mas a vida não para... viva a vida, seus desafios e sua poesia...

 Sempre assim - Marco Túlio Lara, Rogério Flausino, PJ, Márcio Buzelin e Paulinho Fonseca / Jota Quest

7:15 eu acordo
E começo a me lembrar
Do que ainda não me esqueci
Do que tenho pra falar
Todo dia é assim
Tempo quente, pé na estrada
Tô seguindo o meu caminho
Já parti pro tudo ou nada

Será que todo dia vai ser sempre assim?
Será que todo dia vai ser sempre assim?

Quero iniciativa
E um pouco de humor
Pra peleja da minha vida
Ser feliz, se assim for
Tô correndo contra o tempo
E agora não posso parar
Por favor, espere a sua vez
Certamente ela virá

Será que todo dia vai ser sempre assim?
Será que todo dia vai ser sempre assim?

Nessas horas, eu me lembro
Com saudades de você
Dos amigos que eu ainda não fiz
E de tudo que ainda há
Tô fazendo a minha história
E sei que posso contar
Com essa fé que ainda me faz
Otimista até demais

Que bom que todo dia vai ser sempre assim!
Que bom que todo dia vai ser sempre assim!



Escrito por Sydnei Melo às 11h44
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a todos os meus amigos...

Hoje recebi essa bela mensagem na minha página de recados do orkut. Eu fiquei pensando o que eu iria colocar aqui, mas realmente achei o poema muito bonito. Dedê, obrigado linda!!

Quanto a este fim de semana, espero que todos tenham acesso aos mais infinitos fenômenos que constantemente acontecem nesse dia-a-dia dos mortais, essas coisas absurdas e sem sentido que sempre nos tiram o folego, nos deixam extasiados... tão livres...

Bom fim de semana... e muitos milagres...

 

Aos meus amigos - Albert Einstein

Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas, enquanto houver amizade,
faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas se a amizade permanecer,
um do outro há de se lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos,
mas, se formos amigos de verdade,
a amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos,
mas, se ainda sobrar amizade,
nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe,
mas, com a amizade
construiremos tudo novamente,
cada vez de forma diferente
sendo único e inesquecível cada momento
que juntos viveremos e
lembraremos pra sempre.
Há duas formas para viver sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
E a outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.



Escrito por Sydnei Melo às 20h14
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sei lá...

Estava muito cansado. Realmente estava exausto e sem condições para fazer qualquer coisa (fosse um filme, ou um gibi, uma musica, sei lá). Deitei-me, num convofrtável e delicioso sono, onde Morfeu fazia corretamente sua tarefa...
     - Corre, corre, corre!
     Estava eu correndo pela rua sem casas de um dia muito quente e abafado com outras pessoas que nã sabia quem eram.
     - Corre que a chuva tá chegando! Vai molhar tudo!
     - Vai memso! Protege aí!
     Começou a chuva. Fiquei embaixo d'águ e os outros sumiram. Não os vi mais. Andei e andei, sem me fogar. Água e pedra a minha frente. Não achava estranho, só andava. Encontro uma gradne amiga:
     - Caramba, quanto tempo!!
     - Haha... que bom ver você! Fico feliz por te ver aqui!
     - E aí, que conta de bom?
     - To tocando piano.
     - Jura?!
     - Juro.
     - Cara, que legal! Toca um pouco, vamos ver o que você aprendeu.
     - Pode deixar, você vai gostar muito.
     Mas não havia piano, então peguei um violão. A musica saía com tanta facildade... um belo rock'n roll. Outros começavam a chegar masi perto e passaram a cantar Legião junto comigo. O grupo avolumava cada vez mais, não se via mais ninguem perfeitamente. Amigos e inimigos juntos àquela galera. Não vi mais minha amiga, mas continuei a tocar, sem parar, durante todo o tempo... daí parei e desci do palco. Fui pra praia, o sol sorria pra mim. Gente entrando com seus biquins, maiôs, sungas, vestdos, calças, camisas, tudo no meio do mar... uma farra. Fiquei enjoado de ver tanta gente que fui tomar um suco e esquiar. Estava em alta velocidade, passando pelos pinheirinhos, quando me deparo com um enorme mamute, gigantesco, que me arremessou pra longe, muito longe...a té hoje não sei onde fui parar. Só sei que tudo era escuro, mas com uma ponta de luz bem distante, que crescia, se estendia, e enorme aquecia-me todo o corpo naquele frio que não sabia de onde vinha.
     - Vem cá!, dizia aquela menina maravilhosa.
     E fui, e podia abraçá-la, apertá-la, beijar seus ombros e sua boca, como nunca tinha feito antes. Tomamo-nos pelo desejo de querer, tudo perfeito.
     Depois de tanta coisa linda, saí correndo sem rumo e me joguei das pirâmides. Caí num chão de espuma, não vi mais nada.
     Levantei, botei um agasalho e fui lavar o rosto. Esquecia que não tinha leite na geladeira.

Escrito por Sydnei Melo às 09h41
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Durante algumas décadas em nosso país ocorreu um dos momentos historicos mais temiveis e marcantes. A ditadura militar impôs-se como fruto das decisões do capitalismo americano em plena situação de guerra fria, atuando de maneira drástica contra seus opositores, matando-os ou (na melhor das vezes) exilando-os. Ainda não há o paradeiro de muitos presos políticos, sofremos a consequência de governos militares que ajudaram ainda mais a piorar nossa (desde nascença) dívida externa, vievemos um período duríssimo de repressão, onde o medo era um companheiro constante.

Durante (e principalmente) na décadas de 60 e 70, os movimentos sociais, com seus integrantes conscientes da situação degradante em que vivia nosso país, foram para as ruas mostrar sua indignação. Sem democracia em nosso país, não havia outra maneira de denunciar as atrocidades do Estado senão através de levantes populares e organizações de passeatas nas ruas das grandes cidades. Muitos foram os embates entre os movimentos sociais e as forças policiais do Estado brasileiro. O movimento estudantil estava presente nessas horas.

O movimento estudantil lutou contra a reforma universitária de 68, que provinha dos acordos MEC/USAID e que ajudava a descaracterizar a aparencia de universidade publica das instituições federais e estaduais. A UNE organiza no ano de 68 a passeata dos Cem mil, no Rio de Janeiro, e os estudantes deparam-se com a morte de Edson Luís no restaurante Calabouço, após uma intervenção policial contra os estudantes (fato marcante na historia do Movimento Estudantil brasileiro).

Muitos a partir da década de 70 deixaram o movimento. Outros continuaram firmes na luta, seja através de manifestações ou adotando a tática de guerrilha.

Outros personagens marcantes do embate contra a ditadura sofreram golpes duríssimo na década de 70. Carlos Marighella Foi metralhado por dezenas de policiais de policiais em São Paulo. E Vladimir Herzog, jornalista, também foi morto pelas forças policiais, depois de ser convidado a dar um depoimento no DOPS...

A morte de Herzog é um dos fatos mais marcantes da historia contemporânea brasileira... e o movimento estudantil na Unicamp teve suas repercussões...



Colegas, resolvi deixar aqui um pouco de historia, afinal, como cidadãos brasileiros, devemos refletir sobre o que nos antecedeu, o que os mais antigos vivenciaram, e como podemos usar nossas discussões sobre esses marcantes fatos de nossa historia para encararmos a nossa realidade, cheia de problemas, mas na qual sempre devemos ter a esperança e o sonho de torná-la melhor. A historia é contínua, ligada... pensem nisso...



Prá dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantado e seguindo a canção

Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Escrito por Sydnei Melo às 16h55
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Hoje não estou conseguindo pensar em algo concreto para escrever... fiquei procurando uns textos aqui na internet, como os do tradicional Drummond, Veríssimo, Bandeira (e afinal vcs já perceberam que gosto muito deles), mas realmente não sei o que colocar aqui. Às vezes não temos cabeça para filosofar, não queremos falar sobre a realidade e a historia que construimos, parece que nesses momentos não temos palavras para nada. Mas consola-me o fato de saber que sou um mortal, e que nunca vou conseguir fazer tudo perfeitamente, mas que tentarei sempre buscar o melhor... e só é possível tentando.

Escrito por Sydnei Melo às 11h40
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Namorados - Manuel Bandeira

O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?
A moça se lembrava:
- A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
- Antônia, você parece uma lagarta listada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
- Antônia, você é engraçada, você parece louca.

 

 

 

 

E nesses tempos falta tanta criatividade...



Escrito por Sydnei Melo às 13h21
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E o mundo passa... ficam os vencedores a se glorificarem, a marcharem como martires, e enquanto ainda vivem pautam-se no resto, e nunca percebem algo para tentar mudar o que lhes faz tristes por dentro!! tanta falta de humildade... e tanto gosto pelo alcance da glória... o que o mundo fez com a gente?

A vocês que sofrem mas lutam para não sofrerem, minha plena admiração.

A vocês que buscam somente a artificialidade da felicidade e da glorificação... boa sorte...

Vivam! Mas vivam bem, por favor... que neste fim de semana reflitamos sobre o que queremos para nossas vidas, e o que podemos ter para elas...

O vencedor - Marcelo Camelo/Los Hermanos

Olha lá, quem vem do lado oposto vem sem gosto de viver
Olha lá, que os bravos são escravos sãos e salvos de sofrer
Olha lá, quem acha que perder é ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar

Eu que já não quero mais
ser um vencedor
levo a vida devagar
pra não faltar amor

Para você
me diz que não
vive a esconder
o coração

Não faz isso amigo
já se sabe que você
só procura abrigo
mas não deixa ninguém ver
Por que será?

E eu que nunca fui assim
muito de ganhar
junto as mãos ao meu redor
faço o melhor
que sou capaz
só pra viver em paz

bjos e um otimo fim de semana para todos!!



Escrito por Sydnei Melo às 11h11
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Continuação de "Analises da infancia"

O que mais impressiona é não encontrar essa semelhança nas crianças de hoje.

O que mais vimos atualmente (e percebemos no decorrer da pesquisa) é um abismo

entre a geração de 80 e as crianças do século 21. Em uma década que, em seu

final, sofreu um boom tecnológico, com um aumento de velocidades absurdo, e a

diminuição das distancias (metáforas do que chamamos de globalização), enfim,

esse acelerar acabou modificando também a concepção da criança de brincadeiras

cada vez mais com suportes eletrônicos, um isolamento cada vez maior das

crianças frente a seus pc's (afinal agora se interligam em rede, messenger,

etc...) e uma busca acelerada pela fase adulta... isso mesmo... Hoje não se vê

mais as brincadeiras de crianças. Os jogos, os desenhos, e outras brincadeiras

que surgem da internet, e que acabam por entrar no convívio das crianças, tendem

a buscar a diminuição do período da infância. O ficar começa cada vez mais cedo;

Os videogames compõem jogos com temáticas cada vez mais adultas; a moda

que tenta construir o "pequeno adulto", com roupinhas cada vez mais

parecidas com a dos adolescentes e adultos de hoje. Ao conversar com uma

psicóloga (e ela dizendo que estava analisando superficialmente), ela afirmou

que essa mudança brusca de comportamento tem muito haver com esse avanço

acelerado das aparelhagens eletrônicas e das tecnologias, o que gerou também uma

mudança de valores que hoje são explorados nessas novas ferramentas

de diversão destas crianças. E o perigo de ver crianças querendo deixar de ser

crianças tão cedo pode conceber crianças "adultilizadas", e mais posteriormente adultos “infantilizados”. A pior coisa que pode ocorrer é uma criança não viver como criança.

 

Esperem os próximos resultados, e o trabalho final no fim deste mês.



Escrito por Sydnei Melo às 11h01
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Analises da infancia

Nos últimos dias tenho me dedicado a uma pesquisa que estou realizando com

outras colegas (haha, eu sou o único homem do grupo) para a disciplina de

antropologia deste segundo semestre. Tema: brincadeiras e diversões: o

desenvolvimento através do tempo e das tecnologias.E realmente tenho me

surpreendido com os resultados...

 

O que eu esperava encontrar eram gerações que gradativamente vinham

modificando suas concepções de brincadeiras e brinquedos, que gostariam

mais dos eletrônicos desde a década de 80, e por aí vai. E fiquei responsável

pela nossa geração, sendo entrevistados também geração de 40, de 60 e da dec de 90

(na verdade a partir de 95). Bom... não foi bem isso que encontramos comparando  

todos os resultados que surgiram até este momento.

 

Quando converso com pessoas da minha idade, o que elas mais falam é daquelas

brincadeiras "rueiras", daqueles jogos de bola, do pega - pega na rua, as

cirandas, etc, etc... isso da minha geração, o que tais resultados se assemelham

de alguma forma aos dos mais antigos, que ainda não viam tanto desenvolvimento

tecnológico a sua frente a ponto de passarem a se divertir aproveitando esses

elementos. Pessoas de nossa geração que brincavam (e eu lembro) até seus 13, 14,

15 anos... e que tal vida adulta, por mais que começasse pela necessidade

de trabalhar cedo, não deixava de ser levada na brincadeira e diversões nos

tempos em que se ficava em casa ou tinha tempo livre pra ficar na rua.

 



Escrito por Sydnei Melo às 11h01
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quanto tempo...

Colegas, quero pedir desculpas...

realmente, eu estive em uma fase turbulenta deste segundo semestre. serias reflexões, muitos trabalhos e um tempo quase escasso para verificar emails e outras bugingangas, não permitido a mim atualizar este blogo como estava fazendo. quero voltar com toda força.

Pra esclarecer alguns fatos que me ocorreram (os principais): A unicamp pessou semana passada pelo processo de elições do Diretorio Central dos Estudantes (DCE), no qual apoei a chapa "Outros outubros virão". foi uma campanha ardua, com forte opsição, mas que valeu a pena. Conseguimos vencer as eleições, e agora novas pessoas e boas, capazes de continuar o bom trabalho da gestão que passou (primavera nos dentes), estarão no DCE para a Gestão 2006. É, meus caros... outros outubros chegaram para o DCE Unicamp...

Depois tive uns problemas relacionados a questão da bolsa, mas já estamos nos organizando pra fazer com que tantos indeferimentos sejam retornados ao SAE e possamos conseguir mais bolsas para os estudantes. Precisamos lutar sempre pelas políticas de permanência universitaria.

Para terminar... lutar em conjunto com as publicas!! realizar bons trabalhos e lutar pelos estudantes com força neste próximo ano!! Barremos todas as rochas e obstaculos de nosso caminho!!

 "Educação pela pedra" - DCE USP 2006 

 

Obs: Estava com essa musica na cabeça hoje, mas não tem nada haver com o texto acima, ok?

Estrela - Gilberto Gil

Há de surgir
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê sorrir
Há de apagar
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê chorar

O contrário também
Bem que pode acontecer
De uma estrela brilhar
Quando a lágrima cair
Ou então
De uma estrela cadente se jogar
Só pra ver
A flor do seu sorriso se abrir

Hum!
Deus fará
Absurdos
Contanto que a vida
Seja assim
Sim
Um altar
Onde a gente celebre
Tudo o que Ele consentir

 



Escrito por Sydnei Melo às 15h00
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Estava sem problemas para retornar a escrever, mas neste momento estou um tanto p___ da vida!!

Problemas com minha bolsa.

Por tanto, fica meu protesto. E amanhã eu volto a escrever... realmente fiquei desanimado...

Escrito por Sydnei Melo às 18h16
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